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terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Síndrome do Intestino Irritável
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Unknown
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta 10 a 20% da população mundial. Ocorre geralmente antes dos 35 anos e sua prevalência é maior entre as mulheres. Com tamanha freqüência e desconforto que causa às pessoas acometidas, a SII pode ficar sem diagnóstico durante muito tempo, uma vez que nenhum exame geral ou específico é capaz de comprovar a existência de um processo patológico de tamanha magnitude. Assim, o diagnóstico só pode ser feito com base na descrição dos sintomas pelo paciente, além da necessidade de descartar outras doenças intestinais.
As queixas intestinais são mesmo muito comuns. As pessoas se incomodam muito com o ritmo dos seus intestinos e na maioria das vezes, sem muita razão de ser. São pessoas que querem um ritmo intestinal diário, porque pensam que intestino normal é aquele que funciona todos os dias e no horário que elas estipulam. Acontece que o nosso ritmo intestinal é autônomo e independe da nossa vontade. Somos nós que devemos obedecer ao impulso quando ele vem, independente de estarmos em casa ou fora dela. Dessa forma, muitas vezes pensamos que temos uma doença intestinal ou um intestino "preguiçoso" ou muito ativo. Na verdade, o que temos mesmo é uma grande irregularidade em nossas refeições e, por conta disso, idas ao banheiro também irregulares.
Realmente, a maioria dos casos de queixas intestinais são mesmo decorrentes do stress e do estilo de vida das pessoas, de suas dietas pobres em fibras e água, de seu sedentarismo, do consumo de alimentos gordurosos e até de intoxicação alimentar. Entretanto, as queixas de prisão de ventre e diarréia passam a ter grande importância quando esses sintomas são repetitivos e duradouros, mas principalmente quando se associam à distensão e dor abdominal. Nesse momento passamos a entender que pode existir sim uma doença real e de difícil diagnóstico, responsável por tantas queixas intestinais e que merece um estudo mais detalhado.
São usados suplementos de fibras, alguns tipos de laxantes, antidiarréicos, antibióticos, antiespasmódicos e até antidepressivos. Uma classe nova de medicamentos foi introduzida no mercado e parece ser eficaz nos sintomas da SII, mas com a possibilidade de efeitos colaterais importantes, essas novas drogas tem recebido das agências reguladoras uma estreita fiscalização. Tratamentos alternativos também são utilizados sem muita evidência científica, mas com alguns resultados que confirmam a utilidade dos mesmos como a prática de yoga e acumpultura e o consumo de gengibre e probióticos.
O papel da dieta nos pacientes com SII é fundamental na manutenção do estado nutricional dos mesmos. Apesar de não se configurar um quadro clássico de intolerância à lactose, esses pacientes sempre melhoram com a suspensão do leite e derivados. Além disso, a redução do consumo do açúcar e moderação dos carboidratos em geral podem aliviar os sintomas de flatulência e distensão abdominal tão comuns devido à maior fermentação desses nutrientes. Muitos pacientes costumam relacionar seus sintomas com certos alimentos e suspendem, sem muito critério, esses componentes da dieta. Essa prática não deve ser encorajada, mas intolerâncias individuais devem ser respeitadas, independentemente da existência de evidências dos prejuízos reais por parte desses alimentos.
Nutribeijos!
Fonte: 01
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Sinusite e Nutrição
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Olá pessoal!
O assunto de hoje é sobre Sinusite, uma inflamação que incomoda e muito. Eu tenho, e há pouco tempo atrás eu tive a sinusite bacteriana, um outro tipo e eu vou especificar sobre cada uma aqui pra vocês.
Os seios da face são cavidades nos ossos ao redor do nariz, das bochechas e dos olhos. Essas cavidades são revestidas por membranas que produzem muco, o qual tem função de proteção. Quando os seios da face não drenam adequadamente esse muco, ele fica acumulado e estagnado, tornando a área propícia a infecções. Durante uma infecção aguda, devem ser ingeridos apenas alimentos leves.
A sinusite bacteriana é uma inflamação dos seios nasais causada por bactérias, geralmente esse tipo de sinusite é precedido por gripes, resfriados ou crises alérgicas, que deixam às mucosas nasais sensíveis à proliferação de bactérias. Essa sinusite provoca sintomas semelhantes as das outras sinusites, e deve ser tratada de forma adequada para que possíveis complicações sejam evitadas.
Algumas condutas nutricionais:
+ Uma das condutas mais importantes e eficazes contra a sinusite é consumir muita água ao longo do dia. Um copo de água por hora. A água irá hidratar e ajudar na limpeza do muco acumulado.
+ Aumente a ingestão de alimentos que não interferem na produção do muco, são alimentos anti-inflamatórios, tais como: cereais integrais, hortaliças, frutas frescas, azeites, sementes e nozes. As sementes de linhaça e o consumo de peixe reduzem as inflamações.
+ Quem sofre de sinusite crônica deve eliminar de sua dieta todos os alimentos que produzem muco, tais como: laticínios, farinha de trigo, chocolate, ovo, alimentos fritos e processados.
+ Açúcares e sucos de frutas devem ser reduzidos ou eliminados, pois alimentam os fungos em pessoas com sinusite crônica.
+ O sal e o álcool possuem efeito desidratante sobre os seios da face, provocando mais inflamações. Portanto, evite álcool e restrinja o consumo de sal.
+ É importante também aumentar a imunidade, ingerindo alimentos ricos em vitamina C e zinco, pois a sinusite pode ser resultado de gripe ou resfriado. Consuma mais salsinha, morango, pimentão, castanhas, cereais integrais, laranja, limão, carnes magras, abacaxi.
+ Chá quente e condimentos naturais como raiz forte, mostarda e gengibre aliviam a congestão por um momento, mas não tratam a sinusite.
Nutribeijos!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Síndrome de Dumping
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A síndrome de dumping é uma resposta fisiológica devida à presença de grandes quantidades de alimentos sólidos ou líquidos na porção proximal do intestino delgado. A causa dessa síndrome é o rápido esvaziamento gástrico que pode se seguir à gastrectomia total ou subtotal, a manipulação pilórica, resultando em perda da regulação normal do esvaziamento gástrico e das respostas gastrointestinais e sistêmicas diante de uma refeição. Esse rápido esvaziamento gástrico pode refletir em liberação inapropriada de hormônios intestinais, que propiciam os sintomas gastrointestinais, como plenitude e distensão gástrica, dor abdominal, diarréia, sudorese, taquicardia, dentre outros. Geralmente ocorrem devido a rápida absorção de glicose, após a ingestão de carboidratos, principalmente alimentos com elevado teor de açúcar (doces em geral, leite condensado, mel, chocolates, geléias, refrigerantes, dentre outros), por pacientes submetidos a cirurgias bariátricas.
Estes sintomas podem ser precoces (aparecerem de 30 a 60 minutos após a refeição) ou tardios (de 1 a 3 horas após a refeição). Por não ser uma doença, e sim um resultado de uma alteração física da função de armazenamento do estômago e desvio intestinal presentes principalmente em algumas técnicas de cirurgia bariátrica, a síndrome de dumping não tem cura e pode acompanhar o paciente por toda a vida. Não é correto dizer que todos os pacientes submetidos a cirurgias gástricas e cirurgias bariátricas terão a síndrome de dumping; não existe uma regra e nem uma lista de quais alimentos desencadeará os sintomas. Somente após a cirurgia, e após a ingestão de alimentos mais suscetíveis, é que saberemos da sensibilidade maior ou não para o aparecimento dos sintomas.
A grande maioria dos pacientes aprendem a conviver com o dumping, e passam a evitar os alimentos que lhes são menos favoráveis. Os pacientes com sinais frequentes de dumping devem ser tratados com modificações dos hábitos alimentares:
+ evitar o consumo de açúcar e doces em geral
+ fracionar a alimentação em aproximadamente 6 refeições por dia (com baixo volume)
+ não ingerir líquidos durante as refeições (devendo o consumo ocorrer 1 horas antes e 1 hora após a refeição)
+ aumentar o consumo de fibras ( pode retardar a absorção de carboidratos e reduzir a carga glicêmica e, consequentemente, reduzir a resposta insulínica)
+ mastigar bem os alimentos.
Como o consumo de carboidratos deve ser restrito, é necessário aumentar o consumo de proteínas, para suprir a necessidade energética. Em alguns casos a suplementação de fibras pode auxiliar no controle dos sintomas.
Nutribeijos!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Retenção Hídrica
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É muito comum, principalmente as mulheres, se queixarem de inchaço ou retenção de líquidos. Retenção de líquidos é o nome popular que descreve o inchaço no corpo ou em parte dele. É razoavelmente comum as pessoas sentirem que estão “retendo líquidos”. As pernas inchadas no final do dia, com marcas de pressão das meias ou dos sapatos, são um exemplo de edema – termo médico que se refere ao inchaço. O edema é o resultado do extravasamento de um líquido (pobre em proteínas do sangue) que sai dos vasos sanguíneos e vai para o tecido subcutâneo. Esse líquido confere o aspecto inchado e brilhante da pele, muitas vezes compressível por acessórios do vestuário ou mesmo com a pressão dos nossos dedos sobre a pele, deixando uma marca, um sulco, transitoriamente.
O sódio é o principal causador da retenção de líquidos corporais em mulheres e homens, embora se trate de um problema frequentemente feminino devido ao “desequilíbrio” hormonal durante o ciclo menstrual ou a gestação. A regulação do sódio é controlada principalmente pela quantidade de água corporal. Quando a concentração deste mineral aumenta, dois mecanismos são ativados com o propósito de aumentar as concentrações de água no organismo: secreção do hormônio antidiurético (ADH) e estimulação da sede. Sendo assim, pessoas que apresentam edema devem evitar os alimentos ricos em sódio, como sal, alimentos enlatados, congelados, queijos amarelos e embutidos (como salame, mortadela e presunto), além de evitar o consumo excessivo de álcool. A prática de exercícios físicos é outra estratégia utilizada para ajudar na diminuição do edema em indivíduos saudáveis.
Outras causas possíveis são:
1) problemas renais, cardíacos ou hepáticos;
2) doenças da tireoide que provocam um tipo específico de edema;
3) remédios, como alguns anti-hipertensivos, que podem alterar a permeabilidade dos vasos sanguíneos;
4) reações inflamatórias, como as que ocorrem em reações alérgicas, que alteram a capacidade dos vasos de manter-se competentes contra o extravasamento líquido.
Na maioria das vezes, porém, os pequenos inchaços têm causa local, como a circulação regional insuficiente.
Dicas Básicas:
- O que comer? Algumas frutas e legumes têm efeito diurético, ou seja, facilitam a perda de líquido corporal. São eles: aipo, salsa, chuchu, agrião, pepino, repolho, tomate, berinjela, cenoura, folhas de beterraba, aspargos, alcachofra, alface, broto de feijão, melancia, melão, abacaxi, pêra, morango, maçã, maracujá. Quando estes alimentos são associados à ingestão de água ou chás, o efeito é ainda maior, como por exemplo, a água de coco, sumo de limão (altamente benéfico para o sistema renal), chás (salsa, hortelã, cidreira, cavalinha, cabelo de milho, erva-doce, abacateiro, quebra-pedra), água aromatizada (clique aqui).
- Diminua o sal da alimentação, pois ele promove maior retenção de líquido, principalmente nas refeições do fim do dia, após as 18 horas. Prefira o sal marinho (contem diversos minerais) em vez do sal refinado (puro sódio), o que ajuda a reduzir a ação do sódio.
- Uma boa dica é comprar o sal grosso (aquele usado nos churrascos) e moer no liquidificador junto com alguma erva desidratada, tipo salsa, alecrim, tomilho ou orégano.
- Abuse de líquidos ao longo do dia, alternando entre água, suco de limão e melancia, água de coco e chás diversos.
- Para reduzir o sal e conservar o sabor dos pratos, tempere com ervas frescas ou secas, tais como manjericão, orégano, alecrim, salsa, louro, alho, cebola, cebolinha, alho-poró, coentro, noz-moscada, açafrão, pimentas vermelhas e do reino, canela, gengibre, e o que mais a sua imaginação e paladar permitir. (Leia o post sobre Temperos - clique aqui).
- Fuja dos alimentos industrializados, sempre ricos em sódio. Quanto mais natural a dieta, e quanto maior o consumo de frutas e hortaliças, melhor será a capacidade de drenagem do corpo. Além de tomar sucos e chás, procure comer sempre uma generosa porção de salada crua e legumes pouco cozidos. Sopas de legumes também são bem-vindas.
Nutribeijos!
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Doenças cardiovasculares nos Homens
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Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está entre os 10 países com o maior índice de mortes por Doenças Cardiovasculares, sendo os homens, a maioria das vítimas. As doenças isquêmicas do coração, como o infarto do miocárdio, moléstias cardiovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), pneumonia, cirrose, diabetes e câncer de próstata estão entre as principais causas de mortes do sexo masculino. Para ampliar o acesso deles aos serviços de saúde, o Ministério da Saúde (MS) criou a Política Nacional de Saúde do Homem, em 2009.
Estudos comprovam que os homens são mais vulneráveis às doenças, especialmente as enfermidades graves e crônicas. Essa ocorrência está ligada ao fato de que eles recorrem menos frequentemente do que as mulheres aos serviços de atenção primária e procuram o sistema de saúde quando os quadros já se agravaram. Eu já escrevi um post aqui sobre doenças cardiovasculares num geral, e dessa vez, será especificamente, para os homens. Clique aqui para ler o post.
As doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no País em um ano. Isso significa que mais de 308 mil pessoas faleceram principalmente de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Estudos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (São Paulo) mostram que 60% dessas vítimas são homens, com média de idade de 56 anos.
As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e as artérias, como os já citados infarto e acidente vascular cerebral, e também arritmias cardíacas, isquemias ou anginas. A principal característica das doenças cardiovasculares é a presença da aterosclerose, acúmulo de placas de gorduras nas artérias ao longo dos anos que impede a passagem do sangue.
As causas da aterosclerose podem ser de origem genética, mas o principal motivo para o acúmulo é comportamental. Obesidade, sedentarismo, tabagismo, hipertensão, colesterol alto e consumo excessivo de álcool são as principais razões para a ocorrência de entupimentos das artérias. Para evitar sustos, a melhor conduta é a prevenção. Consultas regulares ao médico são essenciais para medir pressão arterial, controle de peso, orientação nutricional, além de avaliação física. “Homens sem histórico familiar de doenças cardiovasculares podem visitar o médico a cada cinco anos até completar 40 anos e uma vez por ano a partir dessa idade”, orienta José Carlos Nicolau, diretor da Unidade Coronariopatia Aguda do Incor. Já para quem tem histórico familiar, a frequência deve de ao menos uma consulta por ano.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Infecção Urinária na mulher X Nutrição
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Infecção urinária é a presença anormal de microrganismos em alguma região do trato urinário. Algumas pessoas, especialmente mulheres, podem apresentar bactérias no trato urinário e não desenvolverem infecção urinária, chamadas de bacteriúria assintomática.
As principais causas são a relação sexual e as bactérias do trato gastrointestinal, que migram por via ascendente da região perineal até a bexiga. Raramente ocorre pela via hematogênica (circulação sanguínea).
Essa doença possui dois tipos: a cistite e a pielonefrite. A Cistite é quando a infecção afeta a bexiga, enquanto a pielonefrite afeta o rim. Essa última possui sintomas mais severos.
A doença, que possui incidência de 80% a 90% em mulheres, é mais prevalente na idade reprodutiva e nas mulheres que estão na menopausa, devido à queda do estrogênio e de micro-organismos que protegem a vagina.
Na infecção urinária, os principais sintomas na mulher são:
Disúria (ardor na uretra durante a micção);
Aumento da frequência urinária (mais de sete vezes por dia);
Noctúria (mais de uma micção noturna);
Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
Dor suprapública;
Sangue na urina;
Alteração do aspecto físico da urina (coloração escura, aparência turva e odor forte);
Em alguns casos mais severos, a doença pode causar dor lombar, febre e/ou mal-estar.
Para prevenir a infecção urinária recomendam-se algumas medidas a serem realizadas no dia a dia. Confira abaixo:
Ingestão de líquidos em grande quantidade, por isso a importância do consumo de água.
Não reter urina;
Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação;
Tratamento adequado do diabetes mellitus;
E para tudo isso, apenas um nutricionista é capaz de adequar a sua alimentação para prevenção.
Nutribeijos!
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Alopecia x Nutrição
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A queda de cabelos (alopecia) é um problema que gera preocupação e grande insatisfação por parte das pessoas. Tem várias causas que podem ser: expressão de uma doença, deficiência nutricional, problemas hormonais ou causa genética, sendo esses fatores isolados ou associados. Vários nutrientes fazem parte da composição do fio do cabelo como proteínas, zinco, ferro, lipídios e na deficiência desses nutrientes pode ocorrer o retardo da fase de crescimento do fio e a aceleração da fase de queda.
A boa nutrição é fundamental para a saúde dos fios do cabelo, já que a raiz recebe uma boa irrigação sanguínea e nutrientes trazidos pelo sangue são incorporados ao fio quando estes estão crescendo. As proteínas são fundamentais para o crescimento, regeneração e renovação de tecidos (ossos, músculos, pele, cabelos e unhas) e são encontrados principalmente em alimentos de origem animal (leite, ovos, carnes) e vegetais (feijão, soja, ervilha, grão de bico).
O nosso cabelo é formado por 88% de proteína, desta forma dietas com baixa quantidade de proteína prejudica o crescimento dos cabelos. Outros componentes como zinco, ferro e biotina fazem parte de 12% da composição dos fios. O zinco presente nas carnes bovinas, frango, peixe, grãos integrais e castanhas ajuda no crescimento e desenvolvimento dos cabelos. Sua deficiência pode causar cabelos fracos, quebradiços, finos e sem brilho. O ferro é fundamental para evitar a queda dos cabelos, presente nos carnes e vegetais verdes escuros. A biotina, um componente do complexo B, é importante no desenvolvimento do folículo piloso além de ter uma ação antioxidante importante atuando na saúde da pele e dos cabelos podendo também prevenir a progressão da calvice.
A ingestão excessiva de álcool, café, ovos crus, laxantes e antibióticos contribuem para sua deficiência. A biotina está presente na gema do ovo, fígado de boi e amendoim. Uma dieta balanceada ajudará na saúde e prevenção da queda capilar.
Nutribeijos!
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Autismo e Nutrição
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O autismo é uma doença que vêm freqüentemente crescendo e há fortes indícios que seria por causa de fatores ambientais, já que a proporção desse aumento não pode ser justificado apenas pela genética, pois alterações genéticas sempre mantém a mesma proporção.
Muitos estudos, então, vêm tentando desvendar outros fatores que levam ao aparecimento desta doença. Dentre as alterações que constantemente aparecem em autistas estão alterações gastrintestinais, como a má digestão de certos alimentos, hiperpermeabilidade intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que ativam o nosso sistema imunológico.
Um estudo realizado com crianças brasileiras autistas identificou que 50% dos autistas expressam o comportamento de comerem muito rápido e 46% consomem porções exageradas de alimentos. Essa pesquisa também revelou que 57% têm o consumo de energia superior ao recomendado e baixo consumo de fibras, vitamina C e cálcio. Outros estudos detectaram ingestão inadequada de ácido fólico, vitamina B6, vitamina A, vitamina C e zinco. Foi verificado também que crianças autistas apresentam níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D, quando comparadas com crianças da mesma idade e sem o transtorno. Neste sentido, alguns pesquisadores sugerem que a suplementação vitamínica/mineral pode ser uma abordagem benéfica para crianças e adultos com autismo.
O sistema imunológico é o segundo pilar que deve ser estudado quando se trata de autismo, que pode ser modulado, através de nutrientes, além de outras alternativas, como tratamentos antifúngicos, extremamente relacionados com esta patologia. E em terceiro lugar temos as alterações no sistema cerebral, que pode ser influenciado pelos outros fatores já descritos.
A desintoxicação de metais pesados também parece ser extremamente necessária em pacientes autistas, então, este deve ser mais uma linha de pesquisa na busca do tratamento destes pacientes.
Quando se pensa em nutrição para autistas dependerá muito das causas, história do desenvolvimento dos sintomas, se foi após uso de antibióticos, se foi após alguns tipos de vacinas, ou se não houve motivo aparente. Então o tratamento nutricional destes pacientes deve ser muito individualizado, e de preferência, depende de uma série de exames para identificação desde alergias alimentares (nunca desprezando sintomas clínicos), até a presença de crescimento de fungos no intestino e/ou aumento de toxinas ou compostos análogos (parecidos com os que encontramos normalmente no organismo), mas que interrompem ou prejudicam as vias metabólicas normais destes indivíduos.
Os alimentos que foram mais relacionados com o autismo são os que possuem glúten (trigo, cevada, centeio, aveia) e caseína (laticínios), mas outros também podem ser prejudiciais dependendo da individualidade bioquímica, como: ovos, tomate, berinjela, abacate, pimenta soja, milho e nozes.
Devem ser evitados aditivos químicos como os corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Portanto, evitar o consumo de alimentos industrializados e procurar uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e legumes. Além disso, é importante evitar consumir cafeína e nem bebidas alcoólicas.
Procurar manter os níveis de glicose no nosso sangue constantes, pois é importante para a função cerebral. Para isso, consumir alimentos a cada 3 horas em pequenas quantidades, assim, o organismo tem suprimento constante de energia e não vai ter picos e nem quedas de glicose ao longo do dia.
Fontes: 1, 2
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Câncer do Colo do Útero x Nutrição
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O Câncer de Colo de Útero é uma lesão invasiva intrauterina ocasionada principalmente pelo HPV, o papilomavírus humano. Este pode se manifestar através de verrugas na mucosa da vagina, do pênis, do ânus, da laringe e do esôfago, ser assintomático ou causar lesões detectadas por exames complementares. É uma doença demorada, podendo levar de 10 a 20 anos para o seu desenvolvimento. Afeta em sua maioria mulheres entre 40 e 60 anos de idade.
Alguns riscos favorecem o aparecimento dessa doença:
• Sexo desprotegido com múltiplos parceiros;
• Histórico de DSTs (HPV);
• Tabagismo;
• Idade precoce da primeira relação sexual;
• Multiparidade (Várias gravidezes).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama. Ao contrário do que se acredita, a endometriose (já fiz um post sobre, clique aqui) e a genética não possuem relação com o surgimento desse câncer. Mas o Câncer de Colo de Útero, caso não tratado, pode evoluir para uma doença mais severa, o Carcinoma invasor do colo uterino (tumor maligno).
Pesquisas indicam que alguns nutrientes antioxidantes, como as vitaminas A, E e C,podem inibir a formação de radicais livres e a evolução de lesões malignas no epitélio do colo uterino, atuando como moduladores da resposta imune frente à presença e/ou à persistência da infecção por HPV, impedindo a progressão da NIC (neoplasia intraepitelial cervical) e consequentemente o desenvolvimento do câncer cervical.
Uma ampla definição de antioxidante é: "substâncias que mesmo presentes em baixas concentrações são capazes de atrasar ou inibir as taxas de oxidação". Os antioxidantes agem nas três linhas de defesa orgânica contra as EROs. A primeira linha, que é a de prevenção, se caracteriza pela proteção contra a formação das substâncias agressoras. A segunda linha é a interceptação, neste estágio os antioxidantes precisam interceptar os RLs, os quais, uma vez formados, iniciam suas atividades destrutivas. A última linha é o reparo, ela ocorre quando a prevenção e a interceptação não foram completamente efetivas e os produtos da destruição pelos RLs estão sendo continuamente formados em baixas quantidades, dessa forma podem se acumular no organismo.
Estudos epidemiológicos encontraram associação entre as ações de nutrientes e o risco para câncer cervical, com base na ingestão de vitaminas antioxidantes e no pool circulante desses nutrientes, que refletem padrões dietéticos. Estudos de revisão com carotenoides (betacaroteno encontrado na cenoura, folhas verde escuras, vegetais de cor amarela e laranja; e o licopeno encontrado no tomate, melancia, mamão e goiaba), vitamina C (encontrada nas frutas cítricas principalmente) e a vitamina E (tocoferóis encontrados nos óleos vegetais) demonstraram que esses podem ser agentes de proteção principalmente nos estágios iniciais da carcinogênese cervical, protegendo contra a persistência e a progressão subsequente de infecções por HPV, porém alguns achados em outros estudos foram imprecisos.
Estudo caso-controle obteve resultados que sugerem que concentrações séricas maiores de carotenoides e tocoferóis e o consumo de alimentos ricos em carotenoides podem reduzir pela metade o risco para lesões neoplásicas e câncer cervicais, após controle por outros fatores de risco. Estudos prospectivos têm avaliado os fatores nutricionais associados à eliminação do HPV. Em estudo com universitárias canadenses, observou-se que a ingestão diária de vegetais, quando comparada ao consumo semanal, estava positivamente associada à eliminação do HPV oncogênico (OR:2,5 (1,40-5,00),IC:95%).
A relação entre os fatores nutricionais e o desenvolvimento de neoplasia do colo do útero é complexa, em razão dos múltiplos fatores etiológicos e inúmeros fatores de riscos envolvidos na gênese e no desenvolvimento desse tumor. As vitaminas antioxidantes têm importante papel na prevenção do câncer do colo uterino. Evidências mostram que a vitamina A inibe a promoção tumoral através da capacidade dos carotenoides em inibir a oxidação de compostos pelos peróxidos, sendo também moduladores potentes da diferenciação celular, o que confere proteção para inibir o crescimento de células malignas no colo do útero e consequente desenvolvimento do HPV. Além disso, o ácido retinoico tem o poder de alterar a expressão genética especificamente em tecidos-alvo como o do colo uterino, conferindo a ação preventiva da progressão da NIC e desenvolvimento do câncer cervical. As vitaminas C e E garantem um efeito protetor, devido ao fato de serem antioxidantes e de terem funções essenciais como a de evitar a formação de carcinógenos a partir de compostos precursores, conferindo manutenção da integridade e regeneração da epiderme, além de aumentar a imunidade. Estudos sugerem que concentrações séricas maiores de carotenoides, vitamina C e tocoferóis e o consumo de alimentos ricos nesses nutrientes, principalmente em carotenoides podem reduzir pela metade o risco de lesões displásicas evoluírem para o câncer cervical. Sendo assim, estimular a alimentação saudável com incentivo ao consumo de verduras, legumes e frutas, deve ser considerada uma medida de prevenção e controle do câncer cervical; porém, apesar de tão promissores, os resultados provenientes da investigação nutricional com antioxidantes aplicada ao paciente oncológico ainda são reduzidos, se for levado em consideração a grande possibilidade de combinações entre esses nutrientes. Além disso, essa terapia é ainda muito pouco empregada no tratamento de pacientes oncológicos no Brasil. A alimentação equilibrada tem papel importante na prevenção do câncer do colo do útero, porém são necessários maiores estudos para propor recomendações nutricionais específicas para a prevenção desta patologia.
Fonte: INCA
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Ovários Policísticos x Nutrição
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A síndrome do ovário policístico (SOP) consiste no crescimento de cistos pequenos dentro no ovário, algum desses cistos contém óvulos, muitos estão inativos, mas alguns secretam hormônios.
Aproximadamente 6 a 10% dasmulheres em idade reprodutiva apresenta cistos nos ovários. A ausência da menstruação por mais de 3 meses, surgimento de pêlos em lugares que geralmente só os homens apresentam, seborréia, acne e aumento de peso, podem indicar o aparecimento desta síndrome. O tratamento pode ser a base de hormônios (anticoncepcional), cirúrgico para retirada dos cistos sendo necessária uma reeducação alimentar para perda de peso, que auxilia a não formação de novos cistos.
Características da Síndrome do ovário policístico:
- Excesso de peso, pelo menos 50% das mulheres com SOP estão acima do peso;
- Resistência a insulina e Hiperinsulinismo compensatório (produção exagerada de insulina);
- Problemas no hipotálamo, na hipófise, nos ovários ou nas supra-renais;
- Produção de mais hormônios masculinos do que o normal.
- A SOP é fator de risco para diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade, infertilidade e câncer do endométrio. Diante disso, para diminuir os riscos associados, mulheres com síndrome do ovário policístico devem realizar exames periódicos para detectar de intolerância à glicose, dislipidemias e hipertensão, além da perda de peso no caso de mulheres sobrepeso ou obesas.
Portanto é imporante que se tenha uma alimentação adequada, visando a manutenção do peso, a diminuição da resistência a insulina e a prevenção das doenças associadas.
DICAS NUTRICIONAIS
Para controlar a glicemia e a resistência a insulina, é importante ter uma dieta de baixa carga glicêmica. Para isso consuma os carboidratos sempre na versão integral (pães integrais, arroz integral, quinua) ou na forma natural (batata, inhame, mandioca, mandioquinha cozidas), uma vez que estes fornecem mais nutrientes e demoram mais pra serem digeridos liberando glicose em pequenas concentrações;
Uma dieta rica em fibras (frutas, vegetais, cereais integrais) também é ótima para mulheres com síndrome do ovário policístico, retardando o esvaziamento gástrico e auxiliando na constipação;
Consuma óleos de linhaça, azeite de oliva, estes são óleos vegetais essenciais que estão relacionado com a diminuição do câncer e utilizado para diminuir a resistência a insulina;
Reduza o consumo de alimentos com alta concentração de gorduras saturadas (carnes com gorduras, banha de porco, queijos amarelos, leite), esses quando consumidas em excesso podem levar a dislipidemia e também piora a resistência a insulina;
Não deixe de consumir alimentos ricos em magnésio, pois este atua na melhora da sensibilidade a insulina. Tenha sempre na dieta vegetais folhosos verde escuros, legumes e cereais integrais e castanhas e nozes.
A ingestão de antioxidantes também é importante. Estudos mostram que a vitamina E atua na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer a até mesmo pode melhorar a ação na insulina. Os alimentos que contém vitamina E são: azeite, castanhas e nozes e abacate.
A perda de peso favorecerá a utilização dos hormônios circulantes, melhora dos níveis de gordura no sangue e diminuição da resistência à insulina;
Não fique longos períodos sem se alimentar. Fracione as refeições de 3 em 3 horas para que você coma menos e fique mais saciada. Além disso, longos períodos de jejum fazem com que haja exagero no consumo principalmente de carboidratos refinados (pães e doces) e alimentos gordurosos; Uma dieta equilibrada aliada aos exercícios físicos representa o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e a regulação dos ciclos.
Fonte: Patrícia Bertolucci
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Nutrição x Câncer de Mama
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Hoje, dia 1º de Outubro, se inicia o projeto Outubro Rosa. Por isso, toda semana irei postar sobre a saúde da Mulher. E hoje será sobre o câncer de mama. Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.
O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2010-2011, produzida pelo Inca, o Brasil terá 500 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 49.240 mil serão tumores de mama. O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos. Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para ser detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos. Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de simples para uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes.
O fitoestrogênio provavelmente atua em diversas maneiras para reduzir o câncer de mama: Interfere em enzimas que são importantes para o crescimento do câncer e aumentam a produção de hormônios que restringem o nível de estrogênio no sangue. Pode reduzir o tempo de exposição ao estrogênio aumentando o ciclo menstrual. Mulheres asiáticas e mulheres ocidentais em pré-menopausa alimentadas com dieta baseada em alimentos de soja tiveram maior ciclo menstrual. Maior ciclo menstrual, em toda a vida significa menor exposição ao estrogênio, no total.Alimentação como Prevenção:
Fitoestrogênio é um grupo de substâncias encontrado nas plantas. Essas substâncias agem como versão mais fraca do estrogênio humano ou o hormônio sexual que controla o ciclo reprodutivo. Mulheres que são expostas a altos níveis de estrogênio por toda a vida podem ter um risco maior de contrair o câncer de mama. Esses fitoestrogênios funcionam como antagonistas parciais do estrogênio, limitando assim o efeito potencialmente prejudicial do estrogênio humano em certas fases da vida. Por exemplo, câncer de mama é ligeiramente mais comum entre a mulheres que menstruaram mais cedo, tiveram a menopausa tardiamente ou que nunca tiveram filhos.
Durante a vida, todas essas condições podem aumentar a exposição da mulher ao estrogênio. Esta descoberta levou os cientistas a questionar outras condições que podem aumentar ou diminuir a exposição da mulher ao estrogênio.
Alimentos como: grãos integrais, ervilhas, feijão, vegetais, frutas, cereais e sementes contêm fitoestrogênio. Soja e derivados de soja como tofu são uns dos alimentos mais ricos desse nutriente. Comer alimentos que contêm fitoestrogênio pode contribuir de certa forma, para a redução do risco de câncer de mama.
Os flavonóides são os principais pigmentos que dão cor aos alimentos como frutas e vegetais. Segundo os alguns estudos de laboratório, certos flavonóides interrompem ou retardam o crescimento de células malignas e também ajudam proteger contra substâncias cancerígenas.
Alimentos: Chás, uvas e vinho tinto, frutas cítricas, cebola ,azeitonas ,chás ,maçãs, cerejas, morangos, café, tomates, ameixas.
Os carotenóides são responsáveis pelo tipo de coloração alaranjada ou amarelada das frutas. Eles tem um papel importante em diversas reações biológicas como: o aumento da resposta imunológica , aumento da diferenciação celular, inibição da proliferação celular e etc. Em especial o beta-caroteno é capaz de proteger o DNA contra oxidação.
Alimentos: Buriti, vegetais verdes folhudos, manga, cenoura, batatas, manga, pitanga, tomate, mamão e goiaba, vegetais verdes folhudos, piqui, milho em lata, nectarina, pêssego, cajá, mamão papaia, nectarina, pêssego, piqui, abóbora, abobrinha, vegetais verdes folhudos, pimenta etc.
Ômega 3: Pesquisas baseadas em estudos europeus mostram que mulheres que consomem mais gorduras monoinssaturadas (óleo de oliva extra virgem puro) possuem reduzidas taxas de câncer de mama. Você pode encontrar os omegas-3 em: salmão e outros peixes com alto teor de gordura.
Vitaminas Antioxidantes: As vitaminas antioxidantes A, C e E possuem propriedades antioxidantes, ajudam a prevenir os danos as células cancerígenas provocado pelos radicais livres, moléculas liberadas na queima de oxigênio pelo organismo.
Você pode encontrar as vitaminas antioxidantes em: fígado, salmão e outros peixes de água fria, ovos, leite enriquecido, óleos vegetais, nozes, sementes, cereais e frutas cítricas como melão, frutas silvestres; pimenta, brócolis, batatas e muitas frutas e vegetais. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com freqüência e em grande quantidade. Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda, provavelmente a diminuir o risco de câncer de mama.
Nutribeijos!
Fontes: RGNutri e MulherConsciente
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Endometriose e Nutrição
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Desconfia-se que o estilo de vida da mulher moderna como stress, falta de atividade física e má alimentação contribui para o desenvolvimento da endometriose. Aliado aos altos níveis de poluentes no ar e à adição de agrotóxicos nos alimentos, ocasiona o enfraquecimento do sistema imunológico, também fator desencadeador da endometriose. A endometriose é uma doença ginecológica comum, atingindo de 5% a 15% das mulheres no período reprodutivo e até 3% a 5% após a menopausa. Essa doença é definida pela presença de tecido do endométrio (células que envolvem a região do útero) fora da cavidade uterina, podendo causar diversos prejuízos à saúde, se não tratado adequadamente. Algumas pesquisas têm identificado a influência da dieta como um dos fatores que prejudicam a endometriose. Desta forma, a alimentação tem um papel importantíssimo no aumento e manutenção da imunidade como também no favorecimento de um peso adequado, já que o aumento de tecido adiposo produz excesso de hormônios femininos que agravam a doença. Manter o intestino funcionando normalmente é imprescindível, uma vez que a retenção do bolo fecal no intestino aumenta a absorção de toxinas, muitas delas imunossupressoras. A mulher que tem endometriose pode se beneficiar com uma dieta balanceada, com alimentos que comprovadamente têm ação nos principais sintomas da doença como dor, inflamação, irritabilidade, fadiga, insônia, edema , alergias e infertilidade. Basicamente, mulheres com endometriose devem se ater a uma dieta rica em fibras, com muitas frutas e vegetais, devendo eliminar alimentos fonte de gordura animal como carnes e laticínios; mas como a proteína é essencial para a manutenção da imunidade, dar preferência às carnes e laticínios pobres em gordura e aumentar o consumo de proteína vegetal como grãos.
Confira a seguir algumas vitaminas, minerais com suas respectivas funções e onde são encontrados nos alimentos:
Vitamina A: Desempenha funções básicas no organismo, além de ter função antioxidante, atua na integridade estrutural e funcional dos tecidos, no processo de reprodução, forma barreira protetora às infecções, como também participa na síntese dos linfócitos T (células de defesa do organismo).Os principais alimentos a serem consumidos relacionados à endometriose são os de fonte vegetal como a cenoura, o mamão, a abóbora, a manga, tomate e pimentão.
Vitamina B1: Envolvida na transmissão de impulsos nervosos, sabe-se que doses elevadas desta vitamina podem diminuir a dor, as melhores fontes são germe de trigo, semente de girassol, amendoim torrado, feijões, ervilhas e com um pouco mais de moderação a carne de porco magra, gema de ovo e peixes.
Vitamina B6: Mantém a resposta imunológica.Sua deficiência pode causar irritabilidade e depressão, alguns dos sintomas em mulheres com endometriose. Os alimentos mais recomendados são germe de trigo, cereais integrais, leguminosas, batatas, banana e aveia.
Vitamina B12: Esta vitamina quando combinada com a vit. B1 e B6, produzem efeito antiinflamatório e analgésico. As principais fontes são alimentos protéicos como leite, ovos, peixes e queijos. Escolha laticínios com menor teor de gordura.
Uma dieta baseada em vegetais e com reduzida ingestão de proteínas animais pode contribuir na redução do excesso de gordura corporal e reduzir a produção de estrogênio, que é o hormônio responsável pelos principais sintomas indesejáveis da endometriose. Para tanto, é importante o acompanhamento de sua dieta pelo nutricionista, para que possa equilibrar a ingestão de nutrientes necessários para a redução da inflamação causada pela endometriose. Não é aconselhado que você retire alimentos de sua refeição, sem a devida orientação profissional.
Vitamina E: Desempenha poderoso efeito antioxidante quando comparada à vit. A e aos ácidos graxos poliinsaturados, como os ác.graxos essenciais. A função antioxidante se dá pela proteção de ác. graxos poliinsaturados essenciais (ômega 6 e ômega 3) que evitam a ação lesiva em tecidos, conhecido como estresse oxidativo. Os alimentos fontes são: óleos vegetais como soja e milho, germe de trigo, ovos, cereais integrais e sementes oleaginosas como nozes, amêndoas. Outra propriedade indireta antioxidante desta vitamina está na síntese de eicosanóides, que são substâncias biologicamente ativas e provenientes dos ác. graxos poliinsaturados. Eles participam de reações inflamatórias, estão diretamente ligados à resistência imunológica, os quais produzem uma resposta diferente no organismo,por exemplo, quando há deficiência de vit. E, existe o aumento do processo inflamatório, mediado pelos ác. graxos ômega 6; já quando há um aumento da vit. E ocorre um mecanismo de defesa do organismo, mediado pelos ác. graxos ômega 3. Os ác. graxos presentes em óleos de peixe podem inibir a formação de implantes endometriais. As principais fontes de ômega 3 são: salmão, sardinha, atum e sementes de linhaça.
Vitamina C: Esta vitamina também tem ação antioxidante, especialmente em conjunto com a vitamina E e A. Participa do processo de cicatrização e reduz a suscetibilidade às infecções. Combinada com bioflavonóides (substâncias antioxidantes encontradas como pigmentos de frutas, verduras e vegetais superiores), reduz a permeabilidade capilar e aumenta a resistência dos micro vasos, que leva a inibição de processos inflamatórios, diminuindo a formação de prostaglandinas inflamatórias e aumentando o catabolismo de ômega 6. São encontrados em frutas cítricas, couve, brócolis, pimentão, frutos da roseira e groselha preta.
Zinco: Exerce funções fisiológicas específicas como crescimento e replicação celular, maturação sexual, fertilidade, reprodução, funções fagocitárias e imunitárias. Sua deficiência pode causar alterações no comportamento, diminuição da imunidade, lesões de pele e alergia cutânea. Os alimentos fontes são: frutos do mar como ostras e mariscos, carnes vermelhas, castanhas, amêndoas e amendoim. Alguns fatores podem interferir na absorção de zinco como: Dietas exageradas em fibras e ricas em cálcio; Suplementação de sulfato ferroso isolado (deve-se suplementar também o zinco);
Selênio: Poderoso antioxidante poupador de vit. E em muitas reações metabólicas. Em conjunto com vit.A, C e E têm sido usados no tratamento da Endometriose como antiinflamatório. Suas principais fontes são: atum, sardinha, bacalhau, ostra,castanha do Pará, germe de trigo e farinha de trigo integral.
Vimos então a importância das portadoras de endometriose de seguir um tratamento dietético prescrito por nutricionista, associado ao tratamento médico para a doença, já que a nutrição pode contribuir na redução da inflamação e, por consequência, melhorar a qualidade de vida destas mulheres. O nutricionista recomendará melhores técnicas de preparo para a manutenção dos nutrientes e equilíbrio adequado destes para a melhoria dos sintomas apresentados pela endometriose.
Nutribeijos!
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Gastrectomia x Nutrição
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Consiste na retirada total ou parcial do estômago resultando em conseqüências nutricionais, agudas ou crônicas, perfeitamente prognosticáveis, mas nem sempre ponderadas na terapia pós-operatória. O objetivo é rever as participações mecânicas e químicas do estômago no aproveitamento do nutriente dietético, e as conseqüências nutricionais da gastrectomia. A deficiência energética, com conseqüente perda de peso, acompanha inversamente o volume gástrico remanescente e o tempo pós-operatório; tem a anorexia e diarréia (má absorção) como principais causas, sendo a primeira decorrente de fatores emocionais ou de mediadores químicos de ação hipotalâmica. A diarréia pode ser decorrente da maior motilidade ou do supercrescimento bacteriano intestinal, com o agravante da insuficiência pancreática exócrina e maior esvaziamento da vesícula biliar. A má absorção traz conseqüências não apenas energética-protéica com a perda fecal de gordura e nitrogênio, como também vitamínico-mineral pelo menor aproveitamento da vitamina D e cálcio dietéticos. A anemia verificada no gastrectomizado é conseqüente à diminuição da produção de HCl (e menor solubilização do ferro) e do fator intrínseco (com menor absorção da vitamina B12). É realizada para tratamento do câncer do estômago. As contraindicações mais comuns são: Função cardiopulmonar comprometida, desnutrição severa, invasão pelo tumor de grandes vasos sangüíneos, doença metastática à distância.
É de extrema importância o cuidado pós operatório, pois a nutrição é fundamental nesse quesito. Pequenas porções de alimentos são o suficiente para a saciedade. Alterar o que e quando comer pode gerar os melhores e mais rápidos resultados em se receber nutrientes de forma adequada. Por exemplo, ao invés de realizar duas ou três grandes refeições durante o dia todo, o paciente deve se adaptar a várias refeições em pequenas porções durante o decorrer do dia.
Procure um nutricionista!!
Nutribeijos!
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Esclerose Lateral Amiotrófica
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Recentemente muitos artitas se desafiam para uma campanha super importante, o #desafiodogelo, está fazendo sucesso nas redes sociais, tendo como intenção chamar atenção para a ELA.
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença. Não se conhece a causa específica para a esclerose lateral amiotrófica. Parece que a utilização excessiva da musculatura favorece o mecanismo de degeneração da via motora, por isso os atletas representam a população de maior risco. Outra causa provável é que dieta rica em glutamato seja responsável pelo aparecimento da doença em pessoas predispostas. Isso aconteceu com os chamorros, habitantes da ilha de Guan no Pacífico, onde o número de casos é cem vezes maior do que no resto do mundo. Estudos recentes em ratos indicam que a ausência de uma proteína chamada parvalbumina pode estar relacionada com a falência celular característica da ELA, uma doença relativamente rara (são registrados um ou dois casos em cada cem mil pessoas por ano, no mundo), que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir dos 45/50 anos.
Apesar das limitações progressivas impostas pela evolução da doença, o paciente costuma ser uma pessoa dócil, amorosa, alegre, que preserva a capacidade intelectual e cognitiva e raramente fica deprimida. Sintomas: O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de endurecimento dos músculos (esclerose), inicialmente num dos lados do corpo (lateral) e atrofia muscular (amiotrófica), mas existem outros: cãibras, tremor muscular, reflexos vivos, espasmos e perda da sensibilidade. Diagnóstico: A doença é de difícil diagnóstico. Em grande parte dos casos, o paciente passa por quatro, cinco médicos num ano, antes de fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Tratamento: O tratamento é multidisciplinar sob a supervisão de um médico e requer acompanhamento de fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. A pesquisa com os chamorros serviu de base para o desenvolvimento de uma droga que inibe a ação tóxica do glutamato, mas não impede a evolução da doença. Os experimentos em curso com animais apontam a terapia gênica como forma não só de retardar a evolução, como possibilidade de reverter o quadro. Recomendações:
* O diagnóstico e o início precoce do tratamento são dois requisitos fundamentais para retardar a evolução da doença. Não subestime os sintomas, procure assistência médica;
* Embora a ELA seja uma doença degenerativa irreversível, não há como fazer prognósticos. Em alguns casos, a pessoa vive muitos anos e bem;
* A relação do paciente com a equipe médica e familiares é sempre muito rica. Ele está sempre animado e procurando alternativas para enfrentar as dificuldades do dia a dia;
* Pelo menos aparentemente, o portador da doença costuma sofrer menos do que o cuidador, que precisa aprender a maneira correta de tratar do doente, sem demonstrar que teme por sua morte iminente.
Para saber mais, clique aqui.
Nutribeijos!
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Depressão x Nutrição
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Depressão é uma doença que altera o estado de humor da pessoa. Homens e mulheres podem ser atingidos, de qualquer faixa etária. Possui componentes físicos e emocionais, que estão ligados a disfunções químicas que afetam a concentração de neurotransmissores (comunicação entre as células nervosas) no cérebro. Neurotransmissores são serotonina, dopamina e noradrenalina. Eles regulam o estado de humor, alegria, motivação e auto-estima. Na depressão, temos um quadro de diminuição da quantidade de neurotransmissores liberados.
Sintomas da depressão: Mudança do apetite; Alterações no padrão do sono; Irritabilidade; Cansaço fácil; Perda da concentração ou interesse por atividades; Indecisão; Pensamentos suicidas; Dores no corpo; Diminuição da libido; Baixa auto-estima; Apatia; Melancolia; Tristeza; Aumento ou perda do apetite; Desesperança;Inutilidade.
Fatores que podem provocar a doença: Alimentação inadequada; Problemas da tireóide; Histórico familiar; Álcool; Drogas; Medicamentos.
Fatores nutricionais que contribuem para a depressão: O excesso de açúcar, cafeína, álcool acabam com o equilíbrio emocional. Afetam as transmissões neurológicas e com isso o humor; Alto consumo de ômega-6 (soja, girassol e milho) e baixo consumo de ômega-3 (peixes); Deficiência de vitaminas e minerais; Excesso de proteínas na dieta; Inadequado consumo de carboidratos.
Nutrientes anti-depressão:
Vitaminas:
B1 (Tiamina): Melhora a atividade mental e mantém o seu funcionamento adequado. Fontes: Levedo de cerveja, gérmen de trigo, ervilha, cereais integrais, leite e vegetais. B6 (Piridoxina): Mantem o bom estado do sistema nervoso. Fontes: Levedo de cerveja, cereais integrais, batata, nozes, gérmen de trigo, fígado, melão, repolho, leite, ovos e carne.
B12 (Cobalamina): Aumenta a energia, alivia a irritabilidade e melhora a concentração e a memória. Fontes: Algas (Espirulina), fígado, carne, ovos, queijo e levedo de cerveja.
B9 (Ácido fólico): Atua na transmissão dos impulsos nervosos. Fontes: Levedo de cerveja, lecitina de soja, gérmen de trigo, vegetais verdes escuros, gema do ovo e fígado.
C (Ácido ascórbico): Vitamina do bom humor. Além de contribuir com os mecanismos imunitórios. Vitamina essencial para acabar com a depressão. Sua carência leva á fadiga e a uma sensação de tristeza. Fonte: Laranja, morango, limão, kiwi, acerola, mamão e tomate.
E (Tocoferol): Ajuda o organismo de recuperar do estresse físico e emocional. Fontes: Nozes e sementes, gérmen de trigo, brócolis, batata doce, vegetais verdes folhosos, abacate, aveia e cereais integrais.
Minerais:
Cálcio: Sua carência leva á osteoporose e descalcificação dos ossos e dentes, provoca sensação de fadiga e controla a condução dos impulsos nervosos. Ajuda a nos sentimos mais animados. Fontes: Iogurte, leite, queijos, tofu, brócolis, espinafre, vegetais verdes folhosos.
Ferro: Indispensável para o transporte de oxigênio aos tecidos e essencial para o estado de ânimo. Sua falta pode provocar cansaço e fadiga. Fontes: Carnes, ameixa, damasco e vegetais verdes folhosos.
Zinco: Ajuda o corpo combater o estresse e aumenta a capacidade de concentração e memória. Fontes: Cereais integrais, frutos do mar, feijão, carnes, semente de abóbora, leite, iogurte e queijos amarelos.
Potássio: Tem importância no bom funcionamento dos músculos e do sistema nervoso. Fontes: Batata, frutas frescas e vegetais verdes folhosos.
Magnésio: É uma das melhores soluções contra a depressão. Fontes: Gérmen de trigo, cereais integrais, sementes e nozes, camarão, damasco seco, tofu, quiabo, acelga e água de coco.
Aminoácidos: São componentes das proteínas e se comportam como verdadeiro anti-depressivos naturais.
Triptofano: É essencial para o cérebro produzir um neurotransmissor chamado serotonina. Reduz a ansiedade e a tensão. Fontes: Leite, carnes, frutos do mar, nozes, banana, arroz integral, feijão, lentilha, batata, cereais integrais, frutas e mel. Fenilalanina: Outro aminoácido essencial que atua como neurotransmissor. É transformado no corpo em norepinefrina e dopamina (neurotransmissores) que favorecem a memória e a atividade mental. Fontes: Sojas e seus derivados, leite, iogurte, arroz integral, feijão, nozes, sementes, ovos e carnes em geral. Gorduras: Ômega-3: Reduz vários sintomas relacionados com a depressão e influencia na neurotransmissão da noradrenalina e serotonina. Fontes: Peixes e linhaça.
Nutribeijos!
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Halitose e Nutrição
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Halitose ou mau hálito é o odor desagradável do ar expelido pelos pulmões. Pode ocorrer como consequência de diversas patologias: cárie, gengivite, amigdalite, desidratação (redução do fluxo salivar), insuficiência renal, insuficiência hepática, diabetes descompensado, diarreia, constipação, dispepsia, úlcera, e câncer gástrico. O mau hálito matinal é fisiológico, e está presente em 100% da população, não se assustem! Rs Isso decorre de leve hipoglicemia, redução do fluxo salivar durante o sono, além do aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Entretanto, deve desaparecer após a higienização dos dentes antes e após o desjejum. Além da higiene adequada da cavidade oral, como escovar os dentes e língua, deve-se atentar para outras causas inespecíficas como longos períodos de jejum, dietas drásticas, tensão emocional, ou aumento no consumo de alimentos ricos em enxofre, álcool, leite e iogurte. Deve-se garantir o consumo de líquidos e alimentos que estimulam a produção de saliva e bactericidas, além de evitar alimentos ricos em enxofre.
Devemos da preferência a alimentos ricos em fibras (estimulam a produção da saliva, impedindo o crescimento de bactérias responsáveis pela produção de gases putrefeitos; sua estrutura física também impede a deposição de alimentos): cereais integrais, folhosos, maçã e pêra com casca e leguminosas. Devemos tbm mastigar adequadamente para evitar sobrecargas gástrica, aumento da produção de ácido e consequentemente maior produção de gases voláteis. Além de ingerir no mínimo 2L de líquidos/dia, para adequada produção de saliva. E claro, fazer uma higienização adequada da cavidade oral e ir sempre no dentista para cuidar da saúde bucal. Existem alguns temperos como o cravo (bactericida), canela (bactericida, tônica e digestiva) que podemos fazer enxaguatório bucal. #ComoIsso? Ferver as ramas por 10 min e utilizar o líquido várias vezes ao dia. Isso serve para a salsa crua (anti-inflamatória) e para o gengibre tbm, que tem poder bactericida e estimulante da circulação.Nutribeijos!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Psoríase e Nutrição
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A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, mediada por células T, caracterizada por lesões eritematoescamosas, aumento na proliferação celular e padrões anormais de diferenciação dos queratinócitos. Apresenta prevalência mundial estimada em 2%, variando entre 0,6% e 4,8%, sem predileção por sexo nem por faixa etária, sendo mais comum entre a terceira e a quarta décadas, no sexo feminino e em indivíduos com história familiar. As causas são desconhecidas, porém uma predisposição genética3, associada a fatores ambientais como fumo, álcool, alimentação, infecção, drogas e eventos estressantes, constitui uma explicação etiológica plausível.
A prevalência e a gravidade da psoríase têm se mostrado diminuídas durante períodos de jejum. Dietas hipocalóricas levam à melhora dos sintomas e podem ser importantes fatores adjuvantes na prevenção e no tratamento do tipo não-pustular moderado.
Dietas hipocalóricas são apontadas como fator que contribui para diminuição da gravidade da doença. Porém, é importante que sejam prescritas por um profissional, para evitar carências de nutrientes. O consumo de ômega-3 tem se mostrado eficaz para o controle da psoríase, embora os estudos ainda sejam inconsistentes. O ômega-3 é encontrado em peixes de água fria, linhaça e podem ser manipulados também.
As fontes de vitamina D, dentre elas o óleo de fígado de bacalhau, leveduras, fígado, leite integral e derivados também são indicadas. Parece haver uma relação entre o consumo de glúten e o agravamento da psoríase. Os estudos no assunto ainda são pouco conclusivos, mas observações indicam que a dieta pobre ou isenta de glúten beneficia o portador. O glúten é uma proteína encontrada em alimentos como trigo, aveia, centeio, cevada. A Castanha do Pará, rica em selênio, não deve faltar no cardápio. Este nutriente, possui propriedades imunomodulatórias e antiproliferativas. Todo planejamento alimentar deve ser personalizado visando à maior eficácia do tratamento.
Nutribeijos!
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Síndrome de Cushing
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É uma doença causada por uma produção excessiva ou uso prolongado de cortisol ou outro hormônio esteroide similar. Tem como manifestações obesidade, hiperglicemia, glicosúria, hipocalemia, hipertensão, face de lua, desequilíbrio emocional e osteoporose. A Nutrição tem como objetivos a redução ponderal quando necessária, mantendo a massa magra pela tendência às perdas proteicas; garantir consumo adequado de cálcio e potássio; controlar ingestão de sódio para evitar a elevação da pressão arterial e de carboidratos simples para atenuar a resistência periférica a insulina.
Devemos ficar atentos e as pessoas que possuem a doença, têm que ter uma dieta hiperproteica (para evitar o balanço nitrogenado negativo): feijão, lentilha, ervilha, peito de frango, peixe, músculo, alcatra, coxâo duro/mole, oleaginosas, ovos e leite desnatado. Hortaliças, arroz integral, biscoito integral, pão integral (para controlar a hiperglicemia). Sobre a margarina, tem que ser aquela com até 40% de lipídeos. Alimentos ricos em cálcio: leite de soja, tofu, couve-flor, brócolis, leite desnatado, ricota, cottage (para evitar a osteoporose). E alimentos ricos em potássio como o feijão, uva-passa, ameixa seca, batata baroa, melão, banana, melancia, maracujá (para repor a excreção feita por excesso de hormônio).
E o que devemos evitar?
Excesso de sal (cloreto de sódio) e alimentos ricos em sódio: caldos de carne em cubos, carne seca, azeitona, bacon, leite em pó, enlatados, embutidos (para controle da pressão arterial). Bolos, balas, doces, refrigerantes, tortas em geral. Frituras (SEMPRE!). Leite integral, queijos amarelos, manteiga, margarina com 80% de lipídeos.
Nutribeijos!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Esteatose Hepática
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A esteatose hepática caracteriza-se por acúmulo de gordura no fígado. Chamado também de "fígado gorduroso" a esteatose chamou a atenção dos médicos no final da década de 1980 quando coincidiu com uma epidemia de obesidade nos Estados Unidos. Nosso fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, porém, quando esta ultrapassa 10% do peso hepático, estamos diante de um quadro de esteatose. A esteatose no seu início, chamada de esteatose hepática leve, normalmente não causa sintomas ou complicações. Quanto mais prolongado e maior acúmulo de gordura , maiores sim são os riscos de uma lesão hepática. Essa gordura do fígado, em excesso e por muito tempo, pode acarretar em danos nas células do fígado, ficando inflamadas. Quando o fígado chega nesse estágio, chamamos de esteato-hepatite ou hepatite gordurosa. Nesse caso, se não tratado pode evoluir para cirrose.
Ela pode ser dividida em doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.
Mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos. Quanto maior o sobrepeso, maior o risco. Outros fatores de risco para o desenvolvimento de gordura no fígado são a diabetes tipo 2, a resistência a insulina e o colesterol elevado. A esteatose é mais comum em mulheres e, pode também aparecer em pessoas magras e com baixa ingestão de álcool, em proporções menores. Tanto a esteatose hepática como a esteato-hepatite não causam sintomas (são assintomáticas) em fases iniciais e normalmente são descobertas acidentalmente em exames de ultrassonografia ou tomografias.
A esteatose hepática pode ter várias causas: Abuso de álcool. Hepatites virais. Diabetes. Sobrepeso ou obesidade. Alterações dos lípides, como colesterol ou triglicérides elevados. Drogas, como os corticoides. Causas relacionadas a algumas cirurgias para obesidade. Em média uma em cada cinco pessoas com sobrepeso desenvolvem esteato-hepatite não alcoólica.
A esteatose hepática e a esteato-hepatite são doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a Identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação multidisciplinar. Isso inclui acompanhamento médico e uso de medicamentos, acompanhamento nutricional e atividade física programada.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Entenda as causas da Má Digestão
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Má digestão ou dispepsia é uma síndrome de alta prevalência, embora poucos pacientes procurem por ajuda quando estão com ela. A dispepsia é caracterizada por sintomas que possuem relação com o aparelho digestório alto, sendo uma manifestação de diferentes enfermidades, principalmente das doenças pépticas.
Os sintomas envolvidos são geralmente dores epigástricas e desconforto pós-prandial. A dor epigástrica é uma sensação desagradável proveniente de lesão tecidual. Já o desconforto pós-prandial é uma sensação estranha e parece que a comida ainda está no estômago mesmo após longos períodos.
A dispepsia pode ser dividida em diferentes tipos. A dispepsia funcional é aquela na qual os sintomas não possuem relação com enfermidades de base orgânica. Já a dispepsia orgânica é a que possui sinais vinculados a uma doença orgânica. A dispepsia não diagnosticada é a que possui os sintomas ainda não investigados. Esta condição está geralmente associada a quadros de úlcera gástrica ou de gastrite. Entretanto, até mesmo doenças que não estão relacionadas com o estômago podem provocar a dispepsia, como a síndrome do intestino irritável. O tratamento costuma ser efetivo e rápido. Portanto, deve-se procurar um médico diante dos sinais clássicos. Não há necessidade de conviver com este incômodo.
Sintomas:
* Sensação de estômago cheio;
* Enjoos;
* Eructações (arrotos);
* Vômitos;
* Sonolência após as refeições;
* Dores abdominais.
Causas:
* Comer depressa demais sem mastigar direito os alimentos;
* Beber líquidos em excesso durante as refeições;
* Abusar de alimentos gordurosos e de frituras.
Se os sintomas desaparecerem com a simples mudança dos hábitos alimentares ou após tomar antiácidos, a indigestão não oferece riscos maiores. No entanto, se permanecerem por mais de uma semana, ou vierem acompanhados por fezes escuras, ou por qualquer outro sintoma anormal, procure assistência médica sem demora.
Nutribeijos!
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