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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Vit. B1 ou Tiamina



Hoje vou falar sobre a tiamina ou vit. B1, que desempenha um importante papel no metabolismo dos carboidratos e na função neural. A Vitamina B1, assim como a B2 e a B12, é um poderoso analgésico. Quanto utilizada em combinação com a B2 e a B12, o efeito é ainda mais potente. Outras funções da vitamina B1 é estabilizar o apetite, causar o crescimento das células e nos deixar de bom humor.
A aplicação da vitamina B1 de forma terapêutica serve para vários males. Entre eles:
+ Alcoolismo;
+ Doença de Alzheimer;
+ Ansiedade;
+ Aterosclerose;
+ Depressão;
+ HIV;
+ Insônia;
+ Esclerose Múltipla;
+ Entre outros...

Está amplamente distribuída em muitos alimentos, a maioria dos quais contêm apenas pequenas quantidades. As fontes mais ricas são o levedo e o fígado, entretanto, os grãos integrais compreendem a fonte mais importante. Apesar de os grãos integrais serem tipicamente ricos em tiamina, maioria dela é removida durante a moagem e o refinamento. Você encontra tiamina também nos feijões, frango, peixe, vegetais de folhas verdes, lentilhas, leite, nozes, batatas, soja, gérmen de trigo, entre outros.

 A deficiência de Vitamina B1 pode ocasionar diversos problemas no sistema nervoso, no sistema cardiovascular, no sistema muscular e no sistema gastrointestinal. Alguns casos de falta de vitamina B1 pode ocasionar paralisias e até morte. Alguns fatores influenciam em uma possível deficiência de vitamina B1: a alimentação, o seu estilo de vida, alguns tipos de remédios ou uma doença no sistema digestivo (que interfira na absorção de tiamina).

Nutribeijos!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ômega 3



Muito se houve falar do Ômega 3, mas vocês sabem quais são os benefícios do mesmo? Bom, o ômega 3 é uma gordura essencial, ou seja, é um ácido graxo essencial, que precisa ser ingerido através da alimentação ou suplementação, a depende do caso.

Quais são os benefícios?

- Auxilia na nutrição para o sistema nervoso, principalmente na memória;
- Diminui as taxas de triglicerídeos e colesterol total no sangue, ou seja, ajuda na circulação sanguínea, além de prevenir doenças cardiovasculares e aterosclerótica, doenças inflamatórias, como a obesidade, por exemplo;
- Atua no sistema imunológico;
- Auxilia no crescimento e desenvolvimento fetal e neural.
- Diminui o risco de desenvolver asma, diabetes, artrite reumatóide, síndromes inflamatórias intestinais e alguns tipos de cânceres.

Quais são os alimentos ricos nesse nutriente?

- Chia;
- Linhaça;
- Óleos vegetais (azeite de oliva, óleo de soja, canola)
- Peixes marinhos de águas frias e profundas (salmão, cavala, sardinha, atum, arenque, bacalhau)..
- Castanhas e Nozes;
- Vegetais verde-escuros como o couve, espinafre, rúcula..

A suplementação de ômega 3 é importante quando os níveis adequado não são alcançados com a dieta, agregado com vários fatores para que seu benefício seja completo. Existem diversas marcas encontradas no mercado, na maioria das vezes as pessoas gastam dinheiro sem necessidade comprando qualquer tipo de óleo e de péssima qualidade.
É papel do nutricionista ou médico prescrever a suplementação do ômega 3, ok?

Algumas dicas:

-Observe o conteúdo de EPA e DHA por cápsula. Os melhores possuem no rótulo a descrição da quantidade de EPA e DHA.
-  A ser observado o produto, as cápsulas devem conter vitamina E. Isso porque esta vitamina vai atuar como um antioxidante, evitando assim a oxidação do óleo e mantendo a qualidade do produto.
- Verifique se é isento de contaminantes ambientais: PCBs, mercúrio e dioxinas (geralmente os bons produtos informam isso de forma bem destacada na embalagem): Concentração de PCB's < 30 ppb/g; Concentração de Mercúrio < 10 ppb/g; Concentração de dioxinas < 1 ppt; Nível de oxidação Total ( TOTOX ) < 13 meq/l. Verifique se ele é considerado "Enteric Coated". Os assim denominados tem melhor absorção e dão menos gosto de peixe na boca após o consumo.
- Somente o “Ômega 3 farmacológico” é capaz de combater doenças crônicas e prevenir o que os cientistas chamam de Inflamação Silenciosa, sendo portanto o tipo de suplemento utilizado nos estudos clínicos que validam a eficácia da suplementação com ômega 3. Cheque a proporção de EPA e Ácido Araquidônico (ômega 6). Uma relação de 20% de EPA pra 1% de Ácido araquidônico.
-  Por último, esvazie 4 cápsulas de ômega 3 em um recipiente e coloque-as no congelador por 5 horas. Se ele congelar, então não se trata de um produto ultra-filtrado. Os óleos mais baratos na maioria das vezes não atendem a esses pré-requisitos. Porém, o barato sai caro. 60 doses de um bom ômega 3 (no Brasil) não sai por menos de 50 reais. Desconfio se encontrar mais barato.

É de grande importância o acompanhamento de um profissional nutricionista para melhor prescrever suplementação de qualquer nutriente, pois esse será capaz de prescrever de acordo com suas necessidades, individualizando as doses da suplementação. O excesso de qualquer nutriente pode ser maléfico para a saúde!

Nutribeijos!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Vitamina C



A vitamina C, cujo nome técnico é ácido ascórbico, é uma vitamina hidrossolúvel, ou seja, é solúvel em água. A substância foi descoberta em 1932 pelo cientista e bioquímico húngaro Albert Szent-Gyöygyi. Ela não pode ser sintetizada pelos seres humanos, sendo assim, a única maneira de obtê-la é pela alimentação. Após ser ingerida, a vitamina C participa de diversas ações bioquímicas vitais para o organismo. Ela melhora o sistema imunológico, a pele, o humor e evita problemas oftalmológicos e derrames. O nutriente também conta com forte ação antioxidante, combatendo os radicais livres.
Um estudo publicado no Annals of Nutrition & Metabolism observou que a vitamina C de fato melhora o sistema imunológico. Outras pesquisas também observaram os mesmos resultados.
A vitamina C evita o envelhecimento da pele por ser essencial para a produção natural de colágeno pelo organismo. O colágeno é uma proteína que proporciona sustentação e firmeza para a pele. Além disso, a vitamina C tem ação antioxidante, ou seja, neutraliza os radicais livres, protegendo a pele contra a degradação de colágeno. Uma pesquisa publicada no Archives of Otolaryngology - Head com 19 voluntários observou que o uso tópico de vitamina C diminui os danos na pele causados pelo sol.
Além disso esta vitamina aumenta a biodisponibilidade de ferro não-heme, aquele de origem vegetal, no organismo. O ferro é importante para prevenir a anemia ferroriva que causa um estado de desânimo, lentidão de raciocínio, falta de foco e sonolência acentuada. Em crianças a ausência do nutriente pode causar o retardo do desenvolvimento cognitivo.
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition feita com 3654 pessoas observou que consumir boas quantidades de vitamina C ajuda a prevenir o desenvolvimento da catarata.
Alguns estudos já apontaram que a suplementação constante de vitamina C provoca redução na duração dos sintomas do resfriado. Afinal, quando o sistema imunológico está debilitado, como em situações de gripes ou resfriados, a quantidade de vitamina C está menor e é importante fazer a reposição do nutriente. O ideal é que a pessoa tenha sempre níveis de vitamina C adequados, assim o sistema imunológico fica fortalecido e os riscos de contrair doenças, como a gripe e o resfriado diminuem. Um estudo da Universidade de Helsinki na Finlândia revidou outras 23 pesquisas sobre a vitamina C que envolveram mais de 6.000 pessoas no total. O levantamento concluiu que boas quantidades do nutriente no organismo fazem com que a pessoa fique resfriada por menos tempo e com os sintomas atenuados.

Fontes: Os alimentos ricos em vitamina C devem ser consumidos preferencialmente crus, frescos e caso vá cortá-los faça isto na hora. Isto porque o nutriente oxida com facilidade quando entra em contato com o ar. Porém, após serem cozidos os vegetais ainda contém a vitamina C, apesar de em quantidade menores. A melhor maneira de cozinha-lo é no vapor, pois quando ele é cozido na água a perda do nutriente é maior. As frutas e vegetais são as melhores fontes de vitamina C. Sendo que as mais ricas no nutriente são a acerola, goiaba, kiwi, morango, laranja, goji berry, cranberry e caju e em vegetais como o pimentão, o brócolis e a couve de Bruxelas.

Nutribeijos!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Fósforo



Fósforo é um elemento mineral presente em diversos alimentos (de origem vegetal e animal) e de grande importância para o funcionamento do organismo dos seres humanos.
Funções e importância no organismo:
- Atua na formação de dentes e ossos;
- Faz parte das membranas celulares do organismo humano;
- Participa do metabolismo dos glicídios;
- Age na contração dos músculos;
- Age em reações químicas que libera energia;
- Integra o DNA (Ácido Desoxirribonucleico) e o RNA (Ácido Ribonucleico).

Principais problemas de saúde e doenças causadas pela falta de Fósforo no organismo:
- Dor nos ossos;
- Ocorrência de Pseudofraturas;
- Resistência a insulina;
- Debilidade muscular;
- Falta de apetite;
- Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
- Perda de memória;
- Miopatias.

Ele é encontrado, principalmente, nas seguintes fontes: Leite e derivados (principalmente queijos), Carne bovina, Castanha-do-pará, Amêndoa, Castanha de Cajú, Amendoim, Ovos (principalmente de galinha e pata), Peixes, Avelãs , Carne de porco, Alho, Carne de Siri, Cogumelo, Tamarindo, Cereais.


O excesso de fósforo no organismo é chamado de Hiperfosfatemia e, assim como a falta, pode ocasionar o surgimento de doenças e outros problemas de saúde como Hipertensão (pressão arterial alta), confusão mental e sensação de peso nas pernas são alguns dos problemas causados pelo excesso de fósforo.

Nutribeijos!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Vitamina D




A vitamina D, é um hormônio que regula o metabolismo do cálcio e do fósforo. Assim sendo, sua principal função é manter os níveis séricos de cálcio e fósforo em um estado normal, capaz de propiciar condições à maioria das funções metabólicas, entre elas, a mineralização óssea. Por estar envolvida no crescimento esquelético, a vitamina D torna-se essencial durante a infância e a adolescência. A deficiência desta vitamina pode causar retardo de crescimento, anormalidades ósseas, aumentando o risco de fraturas.
Apesar de a vit. D ser produzida por exposição solar (a pele tem alta capacidade de sintetizar vit. D), seu consumo dietético se torna essencial quando a exposição solar é insuficiente para alcançar as necessidades diárias. Alguns alimentos fontes: ovo, fígado, manteiga, leite, óleo de fígado, atum, sardinha.
Infelizmente a literatura ainda é um pouco escassa em trabalhos envolvendo biodisponibilidade dessa vitamina. Alguns fatores dietéticos têm sido apontados como auxiliares ou redutores da biodisponibilidade da vit. D.

Nutribeijos!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Entenda Lipídeos!


São substâncias orgânicas de origem animal ou vegetal, formadas predominantemente de produtos de condensação entre glicerol e ácidos graxos, chamados triacilgliceróis. Além de fonte de energia, são veículos importantes de nutrientes, como vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e ácidos graxos essenciais.
O grau de saturação de um ácido graxo é definido pelo número de ligações duplas entre os átomos de carbono nas cadeias. A cadeia que não apresentar ligações duplas é um ácido graxo saturado. Já, a cadeia que apresentar é um ácido graxo monoinsaturado ou pode ser um ácido graxo polinsaturado se conter várias duplas ligações. Saturados: Presentes em carnes gordas, banha, manteiga, palma, cacau, laticínios, coco, etc. Deve ser limitada a menos de 10% do total de ingestão calórica. Aumentam o colesterol total e a LDL.
São classificados como:

Monoinsaturados: Presentes no azeite de oliva, canola, açaí, abacate e frutas oleaginosas (amendoim, castanhas, etc.). Diminui o LDL e o colesterol total.

Polinsaturados: Presentes nos peixes, óleos vegetais (girassol, soja, milho, canola, açafrão, algodão, gergelim, etc.) e nas frutas oleaginosas (castanhas, nozes, avelãs, etc.). Diminuem a concentração de colesterol na LDL, possuem efeito antiinflamatório sobre as células vasculares, inibindo a expressão de proteínas endoteliais pró-inflamatórias.

São os ácidos graxos essenciais, que o organismo não produz, necessitando serem incorporados na dieta. Têm papel importante no transporte de gorduras e na manutenção da integridade das membranas celulares.

1) Ômega 6 (ácido Linoléico): Carnes, prímula, girassol, semente de abóbora, milho, cânhamo, soja, gergelim, borage, canola, linhaça, groselha negra, oliva e leite humano. Reduz o colesterol total, LDL e o HDL.
2) Ômega 3 (ácido Alfa-Linolênico): Óleo de peixe (salmão, atum, arenque, sardinha, etc.), linhaça, cânhamo, semente de abóbora, groselha negra, gema de ovo, canola e soja. Reduz os triglicerídeos e o colesterol total.

Tem como funções:
Componentes de estruturas celulares (membranas plasmáticas);
Principal fonte energética do organismo (1 grama fornece 9 Kcal);
Importante isolante térmico e físico;
Sintetizam hormônios e ácidos biliares;
Veículos de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K);
Proporcionam mais palatabilidade aos alimentos.

Em breve farei um post sobre gorduras trans e outros.
Nutribeijos!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Entenda Proteínas!


As proteínas apresentam funções e estruturas diversificadas e são sintetizadas a partir de apenas 20 aminoácidos diferentes. São formadas por conjuntos de 100 ou mais aminoácidos, que podem repetir entre si. Formam os hormônios, anticorpos, as enzimas (catalisam reações químicas) e os componentes estruturais das células. Encontram-se no tecido muscular, nos ossos, no sangue e outros fluidos orgânicos.

Proteína (>100 AA): AA – AA – AA – AA – AA – AA – AA – AA – AA....- AA
Polipeptídeos (50 a 100 AA): AA – AA – AA – AA – AA – AA....- AA
Tripeptídeo (3 AA): AA – AA – AA
Dipeptídeos (2 AA): AA – AA
Aminoácido: AA

São classificadas como:


1) Proteína de alto valor biológico (AVB): Possuem em sua composição aminoácidos essenciais em proporções adequadas. É uma proteína completa. Ex.: proteínas da carne, peixe, aves e ovo.
2) Proteínas de baixo valor biológico (BVB): Não possuem em sua composição aminoácidos essenciais em proporções adequadas. É uma proteína incompleta. Ex.: cereais integrais e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, etc.).
3) Proteínas de referência: Possuem todos os aminoácidos essenciais em maior quantidade. Ex.: ovo, leite humano e leite de vaca.


Os aminoácidos são unidades estruturais das proteínas. Eles se unem em longas cadeias, em várias estruturas geométricas e combinações químicas para formar as proteínas específicas.

Aminoácidos essenciais: Precisam ser fornecidos através da dieta. São eles: Valina, lisina, treonina, leucina, isoleucina, triptofano, fenilalanina e metionina. A histidina e a arginina são essenciais para crianças até 1 ano de vida.
Aminoácidos não essenciais: Podem ser sintetizados pelo organismo em quantidades adequadas para uma função normal.

Tem como funções:
1) Reparam proteínas corpóreas gastas (anabolismo), resultantes do contínuo desgaste natural (catabolismo) que ocorre no organismo;
2) Constroem novos tecidos;
3) Fonte de calor e energia (fornecem 4 Kcal por grama);
4) Contribuem para diversos fluídos e secreções corpóreas essenciais, como leite, esperma e muco;
5) Transportam substâncias;
6) Defendem o organismo contra corpos estranhos (anticorpos contra antígenos);
7) Exercem funções específicas sobre órgãos ou estruturas do organismo (hormônios);
8) Catalisam reações químicas (enzimas).

Nutribeijos!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Entenda Carboidratos!


O post de hoje vai ser sobre os famosos Carboidratos e os próximos serão sobre proteínas e lipídeos para que vocês entendam um pouco mais sobre os principais macronutrientes.

Os carboidratos (CHO) são uma importante fonte de energia para nosso corpo e são compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Tem como funções metabólicas, como já foi mencionado, fonte primária de energia para cérebro e  diversas células do nosso corpo.
São caracterizados como:

Monossacarídeos: são os açúcares mais simples, com o sabor mais doce e constituem fonte prioritária de energia para os seres vivos. São facilmente absorvidos a nível intestinal. Caem rapidamente na corrente sangüínea, elevando o hormônio insulina.
Os monossacarídeos são:

Glicose -> É a forma de açúcar comumente encontrada na corrente sanguínea. É o principal produto formado a partir da hidrólise dos carboidratos mais complexos no processo de digestão. A glicose é oxidada nas células para fornecer a energia que é armazenada no fígado e músculos na forma de glicogênio. O sistema nervoso central utiliza apenas glicose como fonte de combustível. A glicose é abundante nas frutas, xarope de milho, mel e em certas raízes. Nas frutas e vegetais o teor da glicose e frutose vai depender da do estado de maturação e preservação.

Frutose -> é o mais doce de todos os monossacarídeos, sendo encontrada nas frutas, sua doçura varia conforme a fruta amadurece, ela se torna mais doce porque a sacarose se transforma em glicose e frutose. É encontrado nas frutas e mel.

Galactose -> é o açúcar do leite. Não é encontrado livre na natureza. Combina-se com a glicose para formar lactose. É obtida através da hidrólise (quebra) da lactose durante o processo de digestão. Está presente no leite e em outros produtos lácteos.


Dissacarídeos: São açúcares simples compostos de dois monossacarídeos ligados. Uma reação de condensação ocorre quando dois monossacarídeos se combinam e então uma molécula de água é liberada. Para que sejam absorvidos é necessário que sejam hidrolisados e transformados em monossacarídeos. Os principais são:
1) Sacarose = glicose + frutose
2) Lactose = glicose + galactose
3) Maltose = glicose + glicose

Sacarose: É o açúcar comum de mesa. Provém dos vegetais e é encontrado no açúcar de cana, no açúcar da beterraba, no açúcar da uva e no mel. O açúcar invertido é um xarope feito a partir da sacarose, quando submetida ao aquecimento na presença de uma substância ácida (suco de limão ou ácido acético - presente em diversas frutas e no vinagre). A inversão do açúcar provoca a quebra da sacarose em glicose e frutose. Está técnica é utilizada pela indústria alimentícia para a fabricação de balas, doces e sorvetes, para evitar que a açúcar comum cristalize e dê ao produto final uma desagradável consistência arenosa.

Lactose: É o açúcar do leite. Produzido exclusivamente nas glândulas mamárias dos lactentes. É formada pelos mamíferos através da glicose para suprir o componente carboidrato do leite durante a lactação. É o menos doce dos dissacarídeos. O leite humano contém de 6-8% e, o de vaca, de 4-6%.

Maltose: É o açúcar do malte. Não é encontrado livre na natureza. É obtido através os processos de digestão por enzimas que quebram as moléculas grandes de amido em fragmentos de dissacarídeos, os quais são convertidos em duas moléculas de glicose para facilitar a absorção. É obtida pela indústria através da fermentação de cereais em germinação, tais como a cevada, produzindo etanol (álcool) e dióxido de carbono.


Polissacarídeos: São uniões de várias unidades de glicose, diferindo apenas no tipo de ligação. Os polissacarídeos são menos solúveis e mais estáveis que os açúcares mais simples. São conhecidos como carboidratos complexos.

Amido: É a reserva energética dos vegetais. Encontrados em grãos, raízes, vegetais e legumes. É a principal fonte de carboidrato da dieta, sendo recomendado de 50 a 55% do total de quilocalorias seja proveniente dos carboidratos complexos. Os amidos de diferentes fontes alimentares tais como o milho, arroz, batata, tapioca, mandioca, trigo, são polímeros de glicose com a mesma composição química e suas características são determinadas pelos números de unidades de glicose.

Glicogênio: É a forma de armazenamento dos carboidratos nos seres humanos e nos animais no fígado e no tecido muscular. Apesar da presença no tecido animal, a carne e outros produtos animais não contêm quantidade apreciável de glicogênio. Devido a Epinefrina e outros hormônios de estresse liberado na matança dos animais, os estoques de glicogênio são esgotados. O glicogênio é importante no metabolismo, pois ajuda a manter níveis de açúcar normais durante períodos de jejum, como durante o sono e é combustível imediato para contrações musculares.

Celulose: É o polissacarídeo constituinte da estrutura celular dos vegetais. A celulose não sofre ação das enzimas digestivas de humanos, com isso não é digerida e torna-se uma fonte importante de fibras da dieta. A celulose encontra-se apenas em vegetais: frutas, hortaliças, legumes, grãos, nozes e sementes.

Prefira sempre os carboidratos integrais, pois contêm maiores quantidades de fibras!!
Nutribeijos!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Niacina (Vit. B3)


Olá galerinha, hoje vou falar sobre a Niacina ou como mais conhecida, vit. B3. Ela faz parte das vitaminas do complexo B e também pode ser chamada de ácido nicotínico ou vitamina PP. Sua principal função é transformar alimentos que ingerimos em energia para nosso corpo. A niacina é necessária para  a saúde das células e é considerada como um equilíbrio orgânico. Sabe-se que a niacina auxilia na diminuição do colesterol. Além disso, tem como função a transformação de proteínas e gorduras em energia, além de ajudar a manter a pele, o cabelo e as unhas mais saudáveis.
O maior destaque para essa substância surgiu quando suas propriedades antidepressivas foram divulgadas em um documentário australiano, Food Matters (O alimento é importante - 2008) em que médicos, jornalistas etc discutem a possibilidade de indicação do nutriente como parte integrante do tratamento da depressão.
Apesar de dizer que mais estudos são necessários para validar as propriedades que influenciam os sintomas da depressão, o que sabe-se é que existe uma relação entre o nutriente e a doença. Sua deficiência no organismo provoca uma doença conhecida como pelagra, manchas na pele, fadiga, irritabilidade, insônia, depressão nervosa, diarréia, dermatite, etc.
Principais fontes:  Amendoim,  Castanha do Pará, Levedura, Fígado, Aves, Carnes magras, Leite, Ovos, Frutas secas, Cereais integrais, Brócolis, Tomate, Cenoura, Abacate, Batata doce e em grande parte dos legumes, verduras e frutas, etc.
Nutribeijos!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Vitamina A: Saiba Mais!


Vamos conhecer mais sobre a Vit. A? Vocês sabem pra que serve? Qual a função dela no nosso corpo? E a deficiência, o que causa? Descubra tudo agora!

Um pouco de história:
A vitamina A foi a primeira vitamina lipossóluvel (são insolúveis em água e precisam da bile para serem absorvidas) a ser descoberta. Quase um século depois, a vit. A e seu precursor, o betacaroteno, continuam a intrigar os pesquisadores com suas diversas funções e efeitos profundos sobre a saúde.
Três diferentes formas de vit. A estão ativas em nosso corpo: o retinol, o retinal e o ácido retinóico. Esses compostos são conhecidos como retinóides. Alimentos derivados de animais oferecem compostos (ésteres de retinil) que são facilmente convertidos em retinol no intestino. Os alimentos derivados das plantas oferecem carotenóides, alguns dos quais têm atividade de vit. A. Bem, o que é isso? Os carotenóides são pigmentos comumente encontrados em plantas e animais, alguns dos quais têm atividade de vit. A, sendo o betacaroteno (atua como antioxidante) o carotenóide com mais atividade de vit. A. Esse termo refere-se tanto às formas ativas da vitamina como às formas de precursores nos alimentos sem fazer distinção entre elas.
Uma proteína especial de transporte, a proteína ligadora de retinol (RBP), obtém a vit. A do fígado, onde ela está armazenada, e a carrega no sangue. Vale lembrar que cada forma de vit. A tem sua própria proteína receptora nas células.

Funções no organismo:
Suas principais funções incluem: auxílio à visão, participação na síntese de proteína e na diferenciação (e, assim, na manutenção da saúde da pele e dos tecidos epiteliais) e auxílio na reprodução e nocrescimento. Cada forma de vit. A realiza tarefas específicas. O retinol auxilia na produção e é a principal forma de transporte e armazenamento da vitamina. O retinal é ativo na visão e é também um intermediário na conversão do retinol em ácido retinóico. Esse ácido atua como hormônio, regulando a diferenciação celular, o crescimento e o desenvolvimento embrionário.

Deficiência de Vit. A:
O estado nutricional relativo à vitamina depende principalmente da adequabilidade do estoque dessa vitamina, 90% do qual está localizado no fígado. Também depende do status de proteína de uma pessoa, porque as proteínas ligadoras de retinol atuam como portadoras da vitamina no organismo. Se uma pessoa parasse de comer alimentos ricos em vir. A, os sintomas da deficiência só começariam a aparecer depois que os estoques estivessem esgotados - de um a dois anos para o adulto, mas bem antes para uma criança em fase de crescimento. Então, as consequências seriam profundas e graves. Mais de 100 milhões de crianças no mundo todo sofrem de algum grau de deficiência de vit. A, estando assim, vulneráveis a doenças infecciosas e à cegueira.

Excesso de Vit. A:
Da mesma forma como a deficiência de vit. A afeta todos os sistemas do corpo, a toxicidade também o faz. Os sintomas começam a se desenvolver quando todas as proteínas ligadoras ficam cheias e a vit. A livre danifica as células. Com o passar do tempo, podem enfraquecer os ossos e contribuir para a osteoporose. Oferece também um risco teratogênico. Grandes ingestões antes da sétima semana de gravidez parece ser o caso mais prejudicial.

Fontes de vit. A:
As fontes mais ricas de retinóides são alimentos de origem animal - fígado, leite e derivados, manteiga, ovos. As plantas não contêm retinóides, mas muitas hortaliças e algumas frutas contêm o precursor - os carotenóides, pigmentos vermelhos e amarelo das plantas. As hortaliças de folhas escuras, como o espinafre, abóbora, cenoura, batata-doce, mamão, melancia, morangos, laranja, brocólis, damasco entre outras.

Bem, é isso gente, apenas um resumo sobre a vit. A.
Nutribeijos!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Vitamina D: Conheça os seus benefícios!




Olá gente! Mil desculpas pelo sumiço e pela falta de atualização aqui no blog. Último ano de faculdade e é pura correria, estágio, trabalhos, tcc.. Ufa! Mais não irei abandonar aqui, sempre que eu tiver um tempinho livre, venho correndo postar aqui. Já deixei alguns posts prontos e que serão atualizados automaticamente durante essa semana!
Hoje irei falar sobre nutriente incrível e traz inúmeros benefícios pro nosso organismo. Um número significativo de pesquisadores tem sugerido que a vitamina D (calciferol) não deveria ser considerada uma vitamina, mas sim, um pró-hormônio.
A vitamina D é sintetizada na pele por via não enzimática, por ação dos raios ultravioleta-radiação B (UVB), porém se a exposição do indivíduo à luz não for adequada, é essencial que a vitamina seja fornecida por fontes alimentares.




E a deficiência de vitamina D, o que causa?

A deficiência pode ser observada em indivíduos que tenham pouca exposição ao sol e naqueles que tenham problemas no metabolismo lipídico. A deficiência grave em adultos promove osteomalácia, que é a falha na mineralização da matriz orgânica dos ossos, resultando em ossos fracos e sensíveis à pressão, fraqueza dos músculos proximais e frequência aumentada de fraturas.
Em idosos, pode ser responsável pela menor absorção de Cálcio e, portanto, tem efeitos importantes no desenvolvimento da osteoporose na pós-menopausa. Já em crianças, a deficiência pode causar raquitismo com anormalidades ósseas, entretanto, atualmente é rara, devido a fortificação da vitamina nos alimentos.
A obesidade também parece estar associada a níveis reduzidos de vitamina D e acredita-se que esta ocorra em razão do sequestro da vitamina pelos adipócitos. Existem evidências de que a deficiência não seja apenas associada a problemas ósseos, mas também a um risco elevado de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, de diabetes, de esclerose múltipla e de hipertensão arterial.  (Silvia Cozzolino)
Lembre-se sempre de incluir vitamina D em suas refeições para seu metabolismo estar sempre ativo!

Nutribeijos!