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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Alergia à Proteína do Leite de Vaca


Mais um post da tag Tema do Mês e hoje vocês vão saber um pouquinho sobre a Alergia à Proteína do Leite de Vaca. Para conferir os outros posts sobre esse tema, clique no marcador Tema do Mês ao lado direito do blog.

A alergia ao leite de vaca (APLV) é uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca ou em seus derivados. Isso ocorre, porque assim que os bebês nascem, seu intestino ainda está imaturo e a ingestão dessas proteínas (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoalbumina) pode iniciar um processo de inflamação no aparelho digestivo.
A alergia ao leite de vaca atinge cerca de 5% dos bebês e crianças com menos de 3 anos, já os adultos, raramente têm a doença.
Na APLV o organismo reage às proteínas do leite como se fosse uma substância estranha, causando sintomas de pele (vermelhidão, coceira, empipocamento), gástricos e intestinais (diarréia com sangue ou não, vômito, cólicas intensas), respiratórios (asma, rinite, chiado no peito) e até anafilaxia (coceira no corpo, fechamento da garganta e dificuldade de respirar). Qualquer quantidade desta proteína do leite é suficiente para desencadear os sintomas, portanto é necessário retirar da dieta o leite, seus derivados e todos os alimentos preparados com leite (bolos, tortas, biscoitos, etc).
O diagnóstico da alergia ao leite de vaca é feito por meio da observação dos sintomas. Alguns exames podem ajudar, porém a única maneira de saber se a criança tem ou não alergia ao leite de vaca é fazer uma dieta de exclusão do leite de vaca e seus derivados por um período mínimo de 4 semanas.

Atenção! Somente o médico está capacitado para diagnosticar a alergia ao leite de vaca. Juntamente com ele, o nutricionista poderá prescrever a dieta correta para que o bebê não tenha problemas de desenvolvimento e crescimento por falta de nutrientes. Aproximadamente 1 em cada 20 bebês tem APLV!
Nutribeijos!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Intolerância à Lactose



Mais um post da tag Tema do Mês e hoje vocês vão saber um pouquinho sobre a Intolerância à Lactose. Para conferir os outros posts sobre esse tema, clique no marcador Tema do Mês ao lado direito do blog.

Como já expliquei aqui, a lactose é o açúcar do leite. Produzido exclusivamente nas glândulas mamárias dos lactentes. É formada pelos mamíferos através da glicose para suprir o componente carboidrato do leite durante a lactação.
Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose.
Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.
É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose, confira o post aqui. A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos. Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.
Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas.
Hoje em dia,  a indústria alimentícia dispõe de vários alimentos Free Lactose especialmente para esse grupo.

Nutribeijos!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A diferença entre APLV e Intolerância à Lactose



Olá meus amores! Mais um post do tag Tema do Mês e hoje vou explicar pra vocês qual é a diferença entre Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) e Intolerância à Lactose (IL). Sim! Muitas pessoas acabam confundindo e achando que são as mesmas coisas, mas não é! Irei fazer um post depois especificando exclusivamente cada um ;)

Apesar de os sintomas serem parecidos, há algumas diferenças entre as duas patologias, e claro, o tratamento também são diferentes. Confira abaixo um pequeno resumo sobre a diferença de cada uma.

O que é e qual a diferença?

A alergia ao leite de vaca é o tipo de alergia alimentar mais comum que existe, principalmente quando se fala em crianças. Então a APLV é uma reação alérgica à proteína (s) que existem no leite de vaca. Já a intolerância à lactose é a dificuldade que o instestino tem de digerir o açúcar do leite, que é a Lactose, sendo que esse açúcar, não provoca alergia.

Quais os sinais e sintomas?

Na APLV pode ocorrer vômitos, cólicas, diarréia, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes, dermatites (vermelhidão na pele, descamação, pequenas bolhas e “pele grossa”), problemas respiratórios (asma, chiado no peito e rinite) e emagrecimento. Podem ocorrer em minutos, horas ou dias após a ingestão de leite de vaca ou derivados, de forma persistente ou repetitiva.
Na IL pode ocorrer diarréia, cólicas, distensão abdominal (a famosa barriga estufada) e náuseas são os mais comuns e podem ocorrer em minutos ou horas após a ingestão do leite de vaca.

Como é feito o diagnóstico?

É feito basicamente pela observação dos sintomas nos dois casos. Em alguns casos, são solicitados exames, mas, o mais comum é a observação e o chamado teste de desencadeamento, que consiste basicamente na reação do paciente quando se retira o consumo do leite de vaca e seus derivados, sendo ainda possível, a reintrodução desses alimentos.

Qual idade que mais acomete?

A APLV acomete mais as crianças, principalmente quando o consumo se dá antes do primeiro ano de vida, por isso que restringimos o uso antes do bebê completar 1 ano.
A IL acomete mais os adultos. 

É preciso que o paciente siga alguma dieta especial?

Sim, nos dois casos. Na APLV é excluído os alimentos derivados do leite, o próprio leite e até alimentos que são preparados com o leite de vaca. É preciso estar atento aos alimentos industrializados e seus rótulos, que podem conter leite ou ingredientes que sejam derivados como a caseína, soro do leite, proteínas do leite e caseinato.
Na IL algumas pessoas ainda toleram quantidades reduzidas do leite e seus derivados, como por exemplo bolos.

Espero que tenham gostado, em breve mais posts!
Nutribeijos!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Intolerância, Alergia e Sensibilidade: Qual a diferença?


Olá meus amores! Mais um mês começando, e hoje venho com novidades pra vocês! Hoje eu começo aqui no blog uma nova tag Tema do Mês, onde irei escolher e o que vocês surgerirem também, um tema para abordar aqui no blog e no IG (@nutripediatra) durante todo o mês. E pra começar esse novo quadro, vamos falar sobre Alergia, Intolerância e Sensibilidade Alimentar.

Atualmente, muito se fala em intolerância, alergia e sensibilidade a determinado alimento ou substância, mas, qual a diferença? Todos tem significados laboratoriais e implicações clínicas distintas.

Intolerância a alimentos
Classicamente define-se como intolerância alimentar a ausência ou deficiência de uma enzima digestiva que torna difícil ou impossível a digestão de um alimento ou grupo de alimentos.

Alergia a alimentos
A alergia alimentar é uma reação indesejável que ocorre após a ingestão de determinados alimentos ou aditivos alimentares. O termo hipersensibilidade alimentar (geralmente usado como sinônimo de alergia alimentar) pode ser definido como uma reação clínica adversa, reproduzível após a ingestão de alergenos (substâncias que desencadeiam a alergia) presentes nos alimentos, causados pela exposição a um estímulo em uma dose tolerada por pessoas normais. A alergia alimentar sempre envolve um mecanismo imunológico, expressando-se através de sintomas muito diversos. A alergia alimentar é, simplificando ao máximo, uma resposta exagerada do organismo à determinada substância presente nos alimentos.

Sensibilidade alimentar
A sensibilidade alimentar provoca, habitualmente, reações clínicas algumas horas ou dois a três dias após a ingestão do alimento em causa. Trata-se portanto de uma reação retardada. As reações clínicas não são exuberantes e frequentemente não são relacionadas com a ingestão dos alimentos. São exemplos: a síndrome de cólon irritável e o agravamento das manifestações inflamatórias de várias doenças crônicas. Procure um profissional capacitado para identificação e tratamento.

Espero que tenha ficado claro pra vocês, e fiquem ligados nos próximos posts sobre o tema. Ainda irei falar sobre muitas coisas relacionadas à esse assunto.
Nutribeijos!