terça-feira, 21 de outubro de 2014

Gengibre



O gengibre (Zingiber officinale) pertence à família Zingiberaceae. As plantas desta família, em geral, apresentam grandes quantidades de fitoquímicos e no caso específico do gengibre, os compostos responsáveis pela pungência (ardência) são principalmente os gingeróis, considerados os principais compostos bioativos de alimentos dessa espécie. Esses compostos, principalmente o 6-gingerol, são os componentes mais ativos, que se destaca por sua atividade antioxidante.

De maneira geral, os estudos científicos têm demonstrado que o gengibre possui propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antioxidantes, hipoglicemiantes, hepatoprotetora e hipocolesterolêmica.

Diversos compostos presentes no gengibre possuem atividade antitumorigênicas, principalmente o 6-gingerol, 6-shogaol, 6-paradol e zerumbone. Estudos realizados in vitro e in vivo demonstraram que o gengibre e seus compostos isolados podem ser eficazes no controle do câncer gástrico, coloretal, ovário, fígado e da pele. O gengibre também tem sido considerado efetivo para o tratamento de náuseas e vômitos associados com a quimioterapia e na gestação.

A aplicação terapêutica mais popular do gengibre é o tratamento para problemas gastrointestinais, para o controle de náuseas, vômitos e enjôos, além de auxiliar na digestão daqueles que consumiram excesso de alimentos gordurosos. O gengibre tem sido muito usado para o controle de náuseas e vômitos durante o primeiro trimestre de gravidez. Uma pesquisa realizada na Tailândia, em 2004, verificou que o gengibre e a vitamina B6 são efetivas na diminuição desses sintomas no início da gestação.

Em preparações culinárias, o gengibre é empregado como tempero para realçar o sabor e o aroma dos alimentos, como por exemplo, pães, bolos, biscoitos, e também sob forma de líquidos, tais como chás e demais bebidas. O gengibre é um alimento o qual possui um baixo valor calórico, além de conter alguns minerais importantes (como magnésio e potássio) e vitaminas (folato e vitamina B6).

O gingerol é uma das substâncias ativas presentes no gengibre com ações benéficas ao organismo: antioxidante, antifúngico, antiinflamatório, analgésico, antipirético, inibe a agregação das plaquetas evitando o aparecimento de trombos, ação cardiotônica, efeito protetor de células nervosas contra doenças degenerativas e atividade protetora contra câncer. O gingerol também é conhecido por sua ação termogênica, auxiliando na perda de peso para quem procura emagrecer.
É necessário ressaltar que se deve tomar cuidado com o consumo excessivo de gengibre, pois alguns estudos mostraram que a alta ingestão pode provocar efeitos adversos, como aborto em mulheres principalmente no início da gestação, aumento do fluxo sanguíneo nas mulheres em período menstrual, surgimento de quadros de úlceras, azias e gastrite, aumento de cálculos renais e prejuízos nos receptores do hormônio sexual masculino (testosterona) nas células do organismo do bebê durante a gestação, afetando a diferenciação sexual biológica da criança. Portanto procure um profissional nutricionista para uma orientação adequada para cada caso específico.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Líquido Amniótico e Nutrição



O líquido amniótico é um líquido claro, contido no saco amniótico, ligeiramente amarelado que envolve e suporta o desenvolvimento do feto durante a gravidez. Tem como funções:

+ Desenvolvimento do bebê que ao movimentar-se num meio fluído permite o crescimento ósseo e desenvolvimento motor adequados;
+ O adequado desenvolvimento dos pulmões (o bebê só respira efetivamente no parto, quando o ar entra nas suas vias respiratórias e provoca o espasmo para respirar). São capazes de reconhecer o cheiro do líquido amniótico da própria mãe, foi o que mostrou um estudo;
+ Mantém a temperatura intra uterina constante, protegendo o bebê da perda de calor.
+ Protege o bebê do exterior ao proporcionar uma camada protetora que funciona como um amortecedor contra choques ou movimentos bruscos.

Antes de nascer, informações sobre sabores da dieta da mãe são transmitidas para o bebê através do líquido amniótico. Sabe-se que o cheiro de diversos líquidos orgânicos de humanos, incluindo o líquido amniótico, é alterado pela ingestão de certos alimentos.
Em uma pesquisa com gestantes, semanas antes do parto, onde ocorreu a oferta de anis (erva-doce), observou que, no momento do parto, os bebês apresentavam rostos felizes, tendo como explicação o sabor adocicado e aroma característico do anis em agrado aos bebês. Resumindo: uma mãe deve estar bem hidratada durante a gravidez, já que necessita de líquido extra para aumentar o volume sanguíneo, manter o líquido amniótico e para manter mamãe e bebê hidratados. O consumo de líquido deve ser no mínimo de 8 copos ao dia, recomenda-se o uso da água natural, chá de ervas, suco.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Autismo e Nutrição



O autismo é uma doença que vêm freqüentemente crescendo e há fortes indícios que seria por causa de fatores ambientais, já que a proporção desse aumento não pode ser justificado apenas pela genética, pois alterações genéticas sempre mantém a mesma proporção.
Muitos estudos, então, vêm tentando desvendar outros fatores que levam ao aparecimento desta doença. Dentre as alterações que constantemente aparecem em autistas estão alterações gastrintestinais, como a má digestão de certos alimentos, hiperpermeabilidade intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que ativam o nosso sistema imunológico.

Um estudo realizado com crianças brasileiras autistas identificou que 50% dos autistas expressam o comportamento de comerem muito rápido e 46% consomem porções exageradas de alimentos. Essa pesquisa também revelou que 57% têm o consumo de energia superior ao recomendado e baixo consumo de fibras, vitamina C e cálcio. Outros estudos detectaram ingestão inadequada de ácido fólico, vitamina B6, vitamina A, vitamina C e zinco. Foi verificado também que crianças autistas apresentam níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D, quando comparadas com crianças da mesma idade e sem o transtorno. Neste sentido, alguns pesquisadores sugerem que a suplementação vitamínica/mineral pode ser uma abordagem benéfica para crianças e adultos com autismo.

O sistema imunológico é o segundo pilar que deve ser estudado quando se trata de autismo, que pode ser modulado, através de nutrientes, além de outras alternativas, como tratamentos antifúngicos, extremamente relacionados com esta patologia. E em terceiro lugar temos as alterações no sistema cerebral, que pode ser influenciado pelos outros fatores já descritos.
A desintoxicação de metais pesados também parece ser extremamente necessária em pacientes autistas, então, este deve ser mais uma linha de pesquisa na busca do tratamento destes pacientes.

Quando se pensa em nutrição para autistas dependerá muito das causas, história do desenvolvimento dos sintomas, se foi após uso de antibióticos, se foi após alguns tipos de vacinas, ou se não houve motivo aparente. Então o tratamento nutricional destes pacientes deve ser muito individualizado, e de preferência, depende de uma série de exames para identificação desde alergias alimentares (nunca desprezando sintomas clínicos), até a presença de crescimento de fungos no intestino e/ou aumento de toxinas ou compostos análogos (parecidos com os que encontramos normalmente no organismo), mas que interrompem ou prejudicam as vias metabólicas normais destes indivíduos.
Os alimentos que foram mais relacionados com o autismo são os que possuem glúten (trigo, cevada, centeio, aveia) e caseína (laticínios), mas outros também podem ser prejudiciais dependendo da individualidade bioquímica, como: ovos, tomate, berinjela, abacate, pimenta soja, milho e nozes.
Devem ser evitados aditivos químicos como os corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Portanto, evitar o consumo de alimentos industrializados e procurar uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e legumes. Além disso, é importante evitar consumir cafeína e nem bebidas alcoólicas.
Procurar manter os níveis de glicose no nosso sangue constantes, pois é importante para a função cerebral. Para isso, consumir alimentos a cada 3 horas em pequenas quantidades, assim, o organismo tem suprimento constante de energia e não vai ter picos e nem quedas de glicose ao longo do dia.

Fontes: 1, 2

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Receita: Smoothie de Frutas Vermelhas



Verão ta chegando e cada dia que passa, o calor está ficando mais forte. Nada melhor que uma bebida nutritiva e saudável ajude a refrescar, não é mesmo?

Ingredientes:
1 xícara de frutas vermelhas (morangos, mirtilos, framboesas, uvas…)
1/2 xícara de suco de uva integral
1/2 xicara de leite de aveia ou castanhas
1 ou 2 bananas maduras

Modo de fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve pra gelar, se quiser, adicione gelo.

Nutribeijos!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Fósforo



Fósforo é um elemento mineral presente em diversos alimentos (de origem vegetal e animal) e de grande importância para o funcionamento do organismo dos seres humanos.
Funções e importância no organismo:
- Atua na formação de dentes e ossos;
- Faz parte das membranas celulares do organismo humano;
- Participa do metabolismo dos glicídios;
- Age na contração dos músculos;
- Age em reações químicas que libera energia;
- Integra o DNA (Ácido Desoxirribonucleico) e o RNA (Ácido Ribonucleico).

Principais problemas de saúde e doenças causadas pela falta de Fósforo no organismo:
- Dor nos ossos;
- Ocorrência de Pseudofraturas;
- Resistência a insulina;
- Debilidade muscular;
- Falta de apetite;
- Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
- Perda de memória;
- Miopatias.

Ele é encontrado, principalmente, nas seguintes fontes: Leite e derivados (principalmente queijos), Carne bovina, Castanha-do-pará, Amêndoa, Castanha de Cajú, Amendoim, Ovos (principalmente de galinha e pata), Peixes, Avelãs , Carne de porco, Alho, Carne de Siri, Cogumelo, Tamarindo, Cereais.


O excesso de fósforo no organismo é chamado de Hiperfosfatemia e, assim como a falta, pode ocasionar o surgimento de doenças e outros problemas de saúde como Hipertensão (pressão arterial alta), confusão mental e sensação de peso nas pernas são alguns dos problemas causados pelo excesso de fósforo.

Nutribeijos!