terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ovários Policísticos x Nutrição



A síndrome do ovário policístico (SOP) consiste no crescimento de cistos pequenos dentro no ovário, algum desses cistos contém óvulos, muitos estão inativos, mas alguns secretam hormônios.
Aproximadamente 6 a 10% dasmulheres em idade reprodutiva apresenta cistos nos ovários. A ausência da menstruação por mais de 3 meses, surgimento de pêlos em lugares que geralmente só os homens apresentam, seborréia, acne e aumento de peso, podem indicar o aparecimento desta síndrome. O tratamento pode ser a base de hormônios (anticoncepcional), cirúrgico para retirada dos cistos sendo necessária uma reeducação alimentar para perda de peso, que auxilia a não formação de novos cistos.

Características da Síndrome do ovário policístico:

- Excesso de peso, pelo menos 50% das mulheres com SOP estão acima do peso;
- Resistência a insulina e Hiperinsulinismo compensatório (produção exagerada de insulina);
- Problemas no hipotálamo, na hipófise, nos ovários ou nas supra-renais;
- Produção de mais hormônios masculinos do que o normal.
- A SOP é fator de risco para diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade, infertilidade e câncer do endométrio. Diante disso, para diminuir os riscos associados, mulheres com síndrome do ovário policístico devem realizar exames periódicos para detectar de intolerância à glicose, dislipidemias e hipertensão, além da perda de peso no caso de mulheres sobrepeso ou obesas.

Portanto é imporante que se tenha uma alimentação adequada, visando a manutenção do peso, a diminuição da resistência a insulina e a prevenção das doenças associadas.

DICAS NUTRICIONAIS
Para controlar a glicemia e a resistência a insulina, é importante ter uma dieta de baixa carga glicêmica. Para isso consuma os carboidratos sempre na versão integral (pães integrais, arroz integral, quinua) ou na forma natural (batata, inhame, mandioca, mandioquinha cozidas), uma vez que estes fornecem mais nutrientes e demoram mais pra serem digeridos liberando glicose em pequenas concentrações;
Uma dieta rica em fibras (frutas, vegetais, cereais integrais) também é ótima para mulheres com síndrome do ovário policístico, retardando o esvaziamento gástrico e auxiliando na constipação;
Consuma óleos de linhaça, azeite de oliva, estes são óleos vegetais essenciais que estão relacionado com a diminuição do câncer e utilizado para diminuir a resistência a insulina;
Reduza o consumo de alimentos com alta concentração de gorduras saturadas (carnes com gorduras, banha de porco, queijos amarelos, leite), esses quando consumidas em excesso podem levar a dislipidemia e também piora a resistência a insulina;
Não deixe de consumir alimentos ricos em magnésio, pois este atua na melhora da sensibilidade a insulina. Tenha sempre na dieta vegetais folhosos verde escuros, legumes e cereais integrais e castanhas e nozes.
A ingestão de antioxidantes também é importante. Estudos mostram que a vitamina E atua na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer a até mesmo pode melhorar a ação na insulina. Os alimentos que contém vitamina E são: azeite, castanhas e nozes e abacate.
A perda de peso favorecerá a utilização dos hormônios circulantes, melhora dos níveis de gordura no sangue e diminuição da resistência à insulina;
Não fique longos períodos sem se alimentar. Fracione as refeições de 3 em 3 horas para que você coma menos e fique mais saciada. Além disso, longos períodos de jejum fazem com que haja exagero no consumo principalmente de carboidratos refinados (pães e doces) e alimentos gordurosos; Uma dieta equilibrada aliada aos exercícios físicos representa o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e a regulação dos ciclos.

Fonte: Patrícia Bertolucci

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Infância x Refrigerantes


Todo mundo já está cansado de saber que de alguma forma refrigerante faz mal pra saúde, seja pelo excesso de açúcar ou adoçantes artificiais, corantes, flavorizantes, conservantes entre muitas outras substâncias nocivas a nossa saúde. Quando consumidos em excesso impedem o aproveitamento de nutrientes pelo nosso organismo, causam cáries, aumentam os riscos de obesidade, diabetes, são ingeridos no lugar de alimentos realmente saudáveis, entre outros. Não é a toa que os refrigerantes são chamados de calorias vazias. Eles não trazem nutrientes que vão colaborar com uma boa nutrição.
O consumo exagerado de refrigerante está associado à obesidade infantil, à diminuição no consumo de leite e aumento no risco de osteoporose e ao aumento da incidência de cáries, segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP). As versões tipo “cola”, também contém alto teor de ácido fosfórico que reduz a absorção do cálcio e podem ser estimulantes. Ainda segundo a AAP, entre 56% e 85% dos escolares americanos consomem pelo menos uma lata de (300 ml) refrigerante por dia, sendo que os meninos estão entre os “refrigerantecólatras”. No Brasil, infelizmente, esse consumo é muito parecido entre a moçada. Desse grupo, 20% consomem 4 ou mais porções ao dia. Em uma conta rápida: são ingeridos 9 litros de água açucarada com aditivos químicos por mês. Uau! Se considerarmos os salgadinhos, docinhos, pães e afins mastigados por essa galerinha e a falta de legumes, verduras, integrais, frutas para compensar, temos um cenário nebuloso, como o captado pelo IBGE, em que cerca de 30% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos estão acima do peso e quase 15%, obesa.
Quando o bebê leva à boca a mamadeira com refrigerante está engolindo e fazendo chegar ao organismo todas as substâncias citadas acima. Não é legal. Há opções mais saudáveis nos mercados atualmente ou dê preferência feitos em casa como chás, sucos, suchás (suco + chá), água de coco
Que tal diminuir o consumo diário da casa e dos pequenos?
Nutribeijos!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Tecido Adiposo Branco e Tecido Adiposo Marrom



O tecido adiposo é o principal reservatório energético do organismo. As células do tecido adiposo, os adipócitos, possuem a capacidade de armazenar triglicerídeos em quantidades correspondentes a 80- 95% de seu volume. Existem dois tipos de tecido adiposo: o tecido adiposo branco (TAB) e o tecido adiposo marrom (TAM). Suas principais diferenças estão entre os adipócitos que os constituem, são eles:
O adipócito branco, quando totalmente desenvolvido, ou seja, maduro, armazena os triglicerídeos em uma única e grande gota lipídica que ocupa a porção central da célula, deslocando o citoplasma, núcleo e demais organelas para a periferia. Apesar de apresentar volumes variáveis, os adipócitos brancos maduros são células grandes que podem alterar acentuadamente seu tamanho, conforme a quantidade de triglicerídeos acumulados. Ele possui uma distribuição generalizada pelo organismo, envolvendo ou mesmo se infiltrando por quase toda a região subcutânea, por órgãos e vísceras ocas da cavidade abdominal ou do mediastino e por diversos grupamentos musculares. A função deste adipócito é fornecer proteção mecânica, amenizando o impacto de choques e permitindo um adequado deslizamento de feixes musculares, uns sobre os outros, sem comprometer a sua integridade funcional. Além disso, por possuir distribuição mais abrangente, incluindo derme e tecido subcutâneo, é também considerado um excelente isolante térmico.
Nas últimas décadas, as pesquisas destacam às descobertas da sua capacidade de secretar hormônios e, portanto, ao seu papel endócrino. Tais hormônios são denominados de adipocinas e revolucionaram os conceitos sobre a função biológica do tecido adiposo branco, mostrando que sua função não é apenas de fornecer e armazenar energia, mas também ser um órgão dinâmico e central da regulação metabólica.
O tecido adiposo marrom (TAM) está em maior quantidade em recém-nascidos (representando ate 5% de seu peso total) e em mamíferos hibernantes. Nos adultos, é substituído pelo tecido adiposo branco ao longo do tempo, portanto é praticamente ausente nessa fase. Sua principal função é a termogênese, que é a produção de calor a partir da metabolização de lipídeos, logo não é um processo vinculado à produção de energia. Os adultos têm mais músculos, uma área superficial maior, a habilidade de tremer e a capacidade de saírem de regiões mais frias, enquanto os recém-nascidos, não. Logo, esse tecido, nos recém-nascidos, funciona protegendo-os de uma hipotermia, porque proporciona a eles um caminho alternativo para regular o calor e dessa maneira contrabalança a grande perda de calor decorrente da elevada proporção massa- superfície neles.
Os adipocitos marrons possuem varias gotículas lipídicas, ao contrário dos adipócitos brancos e então podem receber a denominação de multiloculares. Assim como possuem também um maior número de mitocôndrias. Mitocôndrias estas com uma grande quantidade de ferro, daí, portanto, a origem da coloração diferenciada desses adipocitos. A maior quantidade de mitocôndrias nesses adipocitos relaciona-se a sua função termogenica, que é a produção de calor. Possuem, também, mais vasos capilares uma vez que consomem maior quantidade de oxigênio devido a rápida metabolização de lipídeos. Essa característica também confere um aspecto avermelhado ao adipocito em questão.
As pesquisas científicas atuais estão buscando entender melhor o papel do tecido adiposo marrom em indivíduos adultos, na busca de agentes farmacológicos que possam incentivar o corpo a aumentar a atividade deste tecido, tornando-se um alvo terapêutico contra a obesidade.

Nutribeijos!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Bebida Láctea x Iogurte



A alimentação é uma das necessidades mais importantes para o desenvolvimento do ser humano não somente no aspecto biológico, como também por envolver os aspectos sociais, psicológicos e econômicos. O alimento se faz presente em todas as etapas de nossa vida, contudo, é na infância e na adolescência que ele se torna mais importante.
A bebida láctea é um produto lácteo amplamente consumido e que pode ser enriquecido com nutrientes essenciais, como forma de reforçar o seu valor nutricional e prevenir ou corrigir carências específicas na população, especialmente em crianças. Entende-se por Bebida Láctea o produto lácteo resultante da mistura do leite (in natura, pasteurizado, esterilizado, UHT, reconstituído, concentrado, em pó, integral, semidesnatado ou parcialmente desnatado e desnatado) e soro de leite (líquido, concentrado e em pó) adicionado ou não de produto(s) ou substância(s) alimentícia(s), gordura vegetal, leite(s) fermentado(s), fermentos lácteos selecionados e outros produtos lácteos. A base Láctea representa pelo menos 51% (cinqüenta e um por cento) massa/massa (m/m) do total de ingredientes do produto. Segundo a Resolução nº 5, de 13 de novembro de 2000, do MAPA, entende-se por iogurte o produto resultante da fermentação do leite pasteurizado ou esterilizado, realizada com cultivos protosimbióticos de Streptococcus salivarius subsp. thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp. Bulgaricus, aos quais podem-se acompanhar, de forma complementar, outras bactérias acido-láticas que por sua atividade contribuem para a determinação das características do produto final. Essas bactérias benéficas - os probióticos do iogurte - melhoram a saúde do intestino, além de estimular a sensação de bem-estar.
Basicamente, a diferença entre iogurte e bebida láctea é a consistência e uma redução do valor nutritivo do segundo, quando comparado ao primeiro produto. A bebida láctea é mais líquida, enquanto o iogurte é mais consistente e deve ser ingerido de colher. A textura mais leve da bebida é fruto da incorporação de soro de leite, enquanto a base do iogurte é o leite.
Pesquisas revelam que em 200g de iogurte há 184 mg de cálcio (14% das necessidades diárias de uma criança), enquanto a mesma quantidade de bebida láctea possui 153 mg do nutriente (12% da necessidade diária infantil). Foi constatado que produtos lácteos costumam ter entre 1,6% e 2,5% de proteína, enquanto os iogurtes têm entre 2,1% e 2,6%.
Qual vocês preferem??

Nutribeijos!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nutrição x Câncer de Mama



Hoje, dia 1º de Outubro, se inicia o projeto Outubro Rosa. Por isso, toda semana irei postar sobre a saúde da Mulher. E hoje será sobre o câncer de mama. Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.
O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2010-2011, produzida pelo Inca, o Brasil terá 500 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 49.240 mil serão tumores de mama. O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos. Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para ser detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos. Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de simples para uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes.

 O fitoestrogênio provavelmente atua em diversas maneiras para reduzir o câncer de mama: Interfere em enzimas que são importantes para o crescimento do câncer e aumentam a produção de hormônios que restringem o nível de estrogênio no sangue. Pode reduzir o tempo de exposição ao estrogênio aumentando o ciclo menstrual. Mulheres asiáticas e mulheres ocidentais em pré-menopausa alimentadas com dieta baseada em alimentos de soja tiveram maior ciclo menstrual. Maior ciclo menstrual, em toda a vida significa menor exposição ao estrogênio, no total.Alimentação como Prevenção:

Fitoestrogênio é um grupo de substâncias encontrado nas plantas. Essas substâncias agem como versão mais fraca do estrogênio humano ou o hormônio sexual que controla o ciclo reprodutivo. Mulheres que são expostas a altos níveis de estrogênio por toda a vida podem ter um risco maior de contrair o câncer de mama. Esses fitoestrogênios funcionam como antagonistas parciais do estrogênio, limitando assim o efeito potencialmente prejudicial do estrogênio humano em certas fases da vida. Por exemplo, câncer de mama é ligeiramente mais comum entre a mulheres que menstruaram mais cedo, tiveram a menopausa tardiamente ou que nunca tiveram filhos.
Durante a vida, todas essas condições podem aumentar a exposição da mulher ao estrogênio. Esta descoberta levou os cientistas a questionar outras condições que podem aumentar ou diminuir a exposição da mulher ao estrogênio.
Alimentos como: grãos integrais, ervilhas, feijão, vegetais, frutas, cereais e sementes contêm fitoestrogênio. Soja e derivados de soja como tofu são uns dos alimentos mais ricos desse nutriente. Comer alimentos que contêm fitoestrogênio pode contribuir de certa forma, para a redução do risco de câncer de mama.

Os flavonóides são os principais pigmentos que dão cor aos alimentos como frutas e vegetais. Segundo os alguns estudos de laboratório, certos flavonóides interrompem ou retardam o crescimento de células malignas e também ajudam proteger contra substâncias cancerígenas.
Alimentos: Chás, uvas e vinho tinto, frutas cítricas, cebola ,azeitonas ,chás ,maçãs, cerejas, morangos, café, tomates, ameixas.

Os carotenóides são responsáveis pelo tipo de coloração alaranjada ou amarelada das frutas. Eles tem um papel importante em diversas reações biológicas como: o aumento da resposta imunológica , aumento da diferenciação celular, inibição da proliferação celular e etc. Em especial o beta-caroteno é capaz de proteger o DNA contra oxidação.
Alimentos: Buriti, vegetais verdes folhudos, manga, cenoura, batatas, manga, pitanga, tomate, mamão e goiaba, vegetais verdes folhudos, piqui, milho em lata, nectarina, pêssego, cajá, mamão papaia, nectarina, pêssego, piqui, abóbora, abobrinha, vegetais verdes folhudos, pimenta etc.

Ômega 3: Pesquisas baseadas em estudos europeus mostram que mulheres que consomem mais gorduras monoinssaturadas (óleo de oliva extra virgem puro) possuem reduzidas taxas de câncer de mama. Você pode encontrar os omegas-3 em: salmão e outros peixes com alto teor de gordura.

Vitaminas Antioxidantes: As vitaminas antioxidantes A, C e E possuem propriedades antioxidantes, ajudam a prevenir os danos as células cancerígenas provocado pelos radicais livres, moléculas liberadas na queima de oxigênio pelo organismo.
Você pode encontrar as vitaminas antioxidantes em: fígado, salmão e outros peixes de água fria, ovos, leite enriquecido, óleos vegetais, nozes, sementes, cereais e frutas cítricas como melão, frutas silvestres; pimenta, brócolis, batatas e muitas frutas e vegetais. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com freqüência e em grande quantidade. Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda, provavelmente a diminuir o risco de câncer de mama.

Nutribeijos!

Fontes: RGNutri e MulherConsciente