quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Infecção Urinária na mulher X Nutrição
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Infecção urinária é a presença anormal de microrganismos em alguma região do trato urinário. Algumas pessoas, especialmente mulheres, podem apresentar bactérias no trato urinário e não desenvolverem infecção urinária, chamadas de bacteriúria assintomática.
As principais causas são a relação sexual e as bactérias do trato gastrointestinal, que migram por via ascendente da região perineal até a bexiga. Raramente ocorre pela via hematogênica (circulação sanguínea).
Essa doença possui dois tipos: a cistite e a pielonefrite. A Cistite é quando a infecção afeta a bexiga, enquanto a pielonefrite afeta o rim. Essa última possui sintomas mais severos.
A doença, que possui incidência de 80% a 90% em mulheres, é mais prevalente na idade reprodutiva e nas mulheres que estão na menopausa, devido à queda do estrogênio e de micro-organismos que protegem a vagina.
Na infecção urinária, os principais sintomas na mulher são:
Disúria (ardor na uretra durante a micção);
Aumento da frequência urinária (mais de sete vezes por dia);
Noctúria (mais de uma micção noturna);
Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
Dor suprapública;
Sangue na urina;
Alteração do aspecto físico da urina (coloração escura, aparência turva e odor forte);
Em alguns casos mais severos, a doença pode causar dor lombar, febre e/ou mal-estar.
Para prevenir a infecção urinária recomendam-se algumas medidas a serem realizadas no dia a dia. Confira abaixo:
Ingestão de líquidos em grande quantidade, por isso a importância do consumo de água.
Não reter urina;
Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação;
Tratamento adequado do diabetes mellitus;
E para tudo isso, apenas um nutricionista é capaz de adequar a sua alimentação para prevenção.
Nutribeijos!
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Alopecia x Nutrição
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A queda de cabelos (alopecia) é um problema que gera preocupação e grande insatisfação por parte das pessoas. Tem várias causas que podem ser: expressão de uma doença, deficiência nutricional, problemas hormonais ou causa genética, sendo esses fatores isolados ou associados. Vários nutrientes fazem parte da composição do fio do cabelo como proteínas, zinco, ferro, lipídios e na deficiência desses nutrientes pode ocorrer o retardo da fase de crescimento do fio e a aceleração da fase de queda.
A boa nutrição é fundamental para a saúde dos fios do cabelo, já que a raiz recebe uma boa irrigação sanguínea e nutrientes trazidos pelo sangue são incorporados ao fio quando estes estão crescendo. As proteínas são fundamentais para o crescimento, regeneração e renovação de tecidos (ossos, músculos, pele, cabelos e unhas) e são encontrados principalmente em alimentos de origem animal (leite, ovos, carnes) e vegetais (feijão, soja, ervilha, grão de bico).
O nosso cabelo é formado por 88% de proteína, desta forma dietas com baixa quantidade de proteína prejudica o crescimento dos cabelos. Outros componentes como zinco, ferro e biotina fazem parte de 12% da composição dos fios. O zinco presente nas carnes bovinas, frango, peixe, grãos integrais e castanhas ajuda no crescimento e desenvolvimento dos cabelos. Sua deficiência pode causar cabelos fracos, quebradiços, finos e sem brilho. O ferro é fundamental para evitar a queda dos cabelos, presente nos carnes e vegetais verdes escuros. A biotina, um componente do complexo B, é importante no desenvolvimento do folículo piloso além de ter uma ação antioxidante importante atuando na saúde da pele e dos cabelos podendo também prevenir a progressão da calvice.
A ingestão excessiva de álcool, café, ovos crus, laxantes e antibióticos contribuem para sua deficiência. A biotina está presente na gema do ovo, fígado de boi e amendoim. Uma dieta balanceada ajudará na saúde e prevenção da queda capilar.
Nutribeijos!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Receita: Brigadeiro Funcional
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Chocolate é bom e todo mundo gosta! Além do mais, hoje é sexta, fim de semana na porta e todo mundo às vezes fica naquela vontade loooouca de um brigadeiro. A receita de hoje, além de ser super nutritiva e saborosa, é super fácil de fazer.
Ingredientes:
4 colheres de sopa de biomassa de banana verde;
2 colheres de sopa de cacau em pó ou quem preferir, 2 scoops de Whey sabor chocolate;
1 colher de sopa de óleo de coco;
3 colheres de sopa de açúcar mascavo/demerada orgânico.
Modo de preparo:
Misture a biomassa de banana verde, o cacau em pó, o açúcar e o óleo de coco. Depois, enrole os docinhos. O brigadeiro pode ser envolto com chocolate em pó ou coco ralado. Coloque na gelada e sirva em seguida.
Nutribeijos!
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Como conservar/congelar os alimentos?
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Com a correria do dia-a-dia, fica quase impossível cozinhar alimentos todos os dias para o consumo, o que consequentemente, leva a um aumento do consumo de alimentos industrializados recheados de substâncias não nutricionais e sim, prejudiciais a saúde.
Por isso, a opção mais saudável, claro, são os alimentos in natura, orgânicos e feitos de forma adequada para evitar perdas dos nutrientes, e aí surge a dúvida: qual é a melhor maneira de conservar e congelar os alimentos?
Como congelar?
Separe alimentos de boa qualidade e limpos;
Faça os procedimentos necessários para cada tipo de alimento;
Coloque em embalagens adequadas como potes plásticos (aqueles que possuem Bisfenol FREE), de vidro ou sacos plásticos próprios para alimentos, em quantidades pequenas, ideais para o consumo de uma refeição, tentando retirar o ar, deixando a vácuo;
Identifique com uma etiqueta contendo data de fabricação e data de validade;
Coloque no freezer na temperatura adequada, abaixo de 18º C;
Conserve os alimentos congelados numa temperatura de -18ºC por até 3 meses;
Nunca recongele os alimentos, por favor!
Nutribeijos!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Candídiase e Nutrição
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É uma infecção fúngica, que é originada pelo fungo do gênero Cândida, sendo as orais e genitais mais conhecidas e fáceis de serem detectadas. Uma dieta adequada pode auxiliar na prevenção e redução dos sintomas dessa patologia. As mulheres são as mais atingidas pela candidíase genital, chamada de candidíase vulvovaginal (CVV) que, atualmente, é um relevante problema na saúde da mulher. Estima-se que 75% das mulheres adultas apresentem um episódio em sua vida, sendo que 40 a 50% vivenciarão novos surtos e 5% apresentarão a candidíase recorrente, definida como a ocorrência de quatro ou mais episódios de CVV no período de um ano.
Seus sintomas caracterizam-se por ardor, prurido e corrimento branco e espesso, os quais se agravam em períodos pré-menstruais por diversos fatores, como aumento da acidez vaginal. Além da infecção vaginal, a cândida produz toxinas que podem trazer inúmeros sintomas fora do trato genito-urinário, como no sistema nervoso (fadiga anormal, dificuldade em se concentrar, depressão, alterações de humor), sistema digestivo (gases, distensão abdominal, diarreia alternada com constipação e múltiplas alergias alimentares), pele (psoríase, eczema, sudorese excessiva, acne e infecções nas unhas), sistema endócrino (hipo ou hipertireoidismo, principalmente os de origem autoimune) e no próprio trato genito-urinário, promovendo perda de libido.
O sistema imune, nível de pH e as bactérias benéficas nos protegem de maiores problemas pela exposição ao fungo. O organismo mantém o equilíbrio entre as bactérias probióticas, as patogênicas, comensais e os fungos. O desequilíbrio leva ao processo chamado de “disbiose”. Ao encontrar as condições apropriadas, os fungos multiplicam-se rapidamente, ocasionando a CVV sintomática. O uso de antibióticos, corticoides, anticoncepcionais orais, esteroides, como estrogênio, laxantes, antiácidos e a presença de xenobióticos na alimentação e no ambiente em que vivemos (metais tóxicos, agrotóxicos, ftalatos) geram o desequilíbrio da microbiota normal (disbiose), favorecendo o crescimento fúngico. A gravidez, o diabetes melittus, estresse, hipoglicemia e outras doenças metabólicas podem também estimular a proliferação da cândida. Não podemos deixar de citar outros fatores predisponentes que favorecem a proliferação de fungos: imunossupressão, pacientes transplantados, portadores de próteses (marcapasso, dentadura, cateteres) e portadores do vírus HIV.
Sabemos que, na maioria dos casos, a proliferação fúngica intestinal precede às demais, podendo desencadear sintomas que atingem, simultaneamente, diferentes partes do corpo. As escolhas alimentares e as condições ambientais são fatores que levam nosso organismo aos desequilíbrios. Uma dieta rica em carboidrato refinado (arroz e pão branco, biscoito, chocolate e bolos) e açúcar refinado, leite e derivados, bebida alcóolica (vinho e cerveja), produtos industrializados em geral e o alto consumo de frutose favorecem o crescimento fúngico. Esses alimentos, além de nutrir o fungo, modificam o pH intestinal, tornando o meio propício para a diminuição das bactérias probióticas.
No tratamento convencional, utiliza-se agentes imidazólicos e triazólicos (fluconazol, miconazol, clotrimazol) e agentes poliênicos (nistatina e algumas formulações contendo anfotericina B), não tratando a causa, mas apenas os sintomas. Os estudos estão cada vez mais mostrando o papel fundamental que a alimentação exerce na prevenção e tratamento da CVV. Diversos alimentos podem ser incluídos para conseguirmos o efeito antifúngico. Recomenda-se ingerir orégano, alho, cebola, diversidades de legumes e verduras, suco de cranberry, óleo de coco extravirgem e alimentos com efeitos prebióticos, como biomassa de banana-verde e batata-yacon. A exclusão dos alimentos na dieta, citados anteriormente e que favorecem o crescimento fúngico, torna-se essencial.
Estudos vêm mostrando também a atuação dos óleos essenciais, como o de orégano (Origanum virens), sobre espécies de cândida, devido ao seu alto teor de carvacrol (68,1%) e os seus precursores biogenéticos, γ-terpineno (9,9%) e p-cimeno (4,5%). Assim como óleo de cravo-da-índia (Caryophillus aromaticus L.), utilizado também para tratamento de candidíase vaginal. O alto teor de eugenol, representando mais de 80% de sua composição, garante sua ação antimicrobiana e antioxidante. Utiliza-se também o suplemento de óleo ou extrato de alho, além de poder consumi-lo na sua forma natural. A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável pelas propriedades terapêuticas antibacterianas, anti-inflamatórias e antifúngicas. Na suplementação alimentar são indicados os probióticos (bactérias benéficas) e prebióticos (frutooligossacarídeos – FOS), como coadjuvantes no tratamento da candidíase.
A alimentação pode auxiliar tanto no tratamento ou prevenção da candidíase, que aflige considerável parte da população feminina, como de outros distúrbios causados pelo estilo de vida adotado nos dias de hoje. Nos casos recorrentes, torna-se uma das principais aliadas e uma alternativa a alopatia.
Fonte: VP
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